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CDH aprova Comenda Ceci Cunha, para mulheres na política

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A Comissão de Direitos Humanos e(CDH) aprovou nesta quarta-feira (27) projeto que cria a Comenda Ceci Cunha, que será uma condecoração do Senado para mulheres que se destacaram no exercício da atividade política no Legislativo ou no Executivo (PRS 64/2023). A Comenda será conferida anualmente a cinco mulheres, que receberão o prêmio no mês de agosto, em sessão do Senado Federal convocada especialmente para esse fim.

A proposta é do senador Magno Malta (PL-ES), com relatório favorável da senadora Jussara Lima (PSD-PI). Por se tratar de um projeto de resolução, ele vai agora para a Comissão Diretora, formada pelos senadores que compõem a Mesa do Senado. Depois, será votado no Plenário.

O nome da condecoração é uma homenagem à ex-deputada alagoana Josefa Santos Cunha, conhecida como Ceci Cunha (1949-1998). Professora e médica, Ceci foi vereadora em Arapiraca (AL) por dois mandatos consecutivos, entre 1988 e 1995, e deputada federal de 1995 a 1998. Reeleita em 1998, ela foi assassinada em dezembro a mando de um suplente, Talvane Albuquerque, que tomou posse em seu lugar. Ela era mãe do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), que tinha 17 anos na época da execução. O marido, o cunhado e a mãe de Ceci também morreram no crime, que ficou conhecido como Chacina da Gruta. Talvane Albuquerque teve o mandato cassado poucos meses depois da posse e foi preso pelo caso em 2012.

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O projeto estabelece o Conselho da Comenda Ceci Cunha, que será composto por um representante de cada um dos partidos políticos com assento no Senado. Os conselheiros deverão analisar as indicações, que devem ser acompanhadas de justificativa e curriculum vitae da indicada, e escolher as agraciadas. O conselho será renovado a cada dois anos, entre os meses de fevereiro e março, com a possibilidade de recondução dos membros.

Magno Malta explica que escolheu o mês de agosto para a entrega da Comendapor ser o mesmo em que Ceci Cunha nasceu. Já Jussara Lima afirma que a morte de Ceci não apagou seu legado de “luta e dedicação” ao serviço público, e que sua trajetória é lembrada como “exemplo de integridade e compromisso com a população”.

— Sua trágica morte trouxe à tona a necessidade de maior segurança para os políticos e de uma justiça mais eficaz no combate à violência política no Brasil. O projeto é meritório [porque] presta as devidas homenagens a Ceci Cunha e enaltece a participação feminina no cenário político nacional — afirmou a relatora.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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