POLITÍCA NACIONAL
CDD debaterá impactos da extrema-direita no Brasil, Chile e Argentina
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Defesa da Democracia (CDD) realizará na quarta-feira (27), a partir das 14h, uma audiência pública para discutir os impactos políticos do apoio e da rejeição à extrema-direita no Brasil, Chile e Argentina. A iniciativa foi solicitada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), presidente da comissão (REQ 8/2024).
O encontro é inspirado pelo relatório “Apoio e Rejeição à Ultradireita”, produzido por cientistas políticos do Brasil e do Chile, e tem como objetivo analisar os desdobramentos políticos relacionados ao crescimento ou à rejeição de movimentos de extrema-direita nos três países sul-americanos.
Segundo Eliziane, o debate pretende examinar as características desses movimentos e suas implicações nos países estudados. Ela ressalta que a audiência também promoverá o intercâmbio de práticas e políticas que reforcem a proteção dos direitos humanos e das instituições democráticas na região.
Convidados
A senadora convidou para a audiência dois dos coautores do relatório “Apoio e Rejeição à Ultradireita”: Talita Tanscheit, do Brasil, Cristóbal Rovira Kaltwasser, do Chile. A participação deles ainda não está confirmada. Também estão convidados Rogério Sottili, diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, e Jan Souverein, representante da Fundação Friedrich Ebert (associada ao Partido Social-Democrata da Alemanha) no Brasil.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
Como participarO evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis. |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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