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CAS pode votar assistência oftalmológica a alunos da educação básica

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A garantia de assistência oftalmológica a alunos da educação básica está em discussão na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O projeto que garante essa assistência é um dos 13 itens da pauta da reunião deliberativa da quarta-feira (27), que também traz um projeto de regulamentação do trabalho dos profissionais de acupuntura. A reunião está marcada para as 9h.

O  PL 2.695/2023, que garante a assistência oftalmológica a estudantes da educação básica, é do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996). A intenção, ao garantir a assistência oftalmológica, é a prevenção, identificação e correção de problemas visuais. O texto não estabelece como se dará, na prática a assistência. As regras deverão ser estabelecidas depois, em regulamento.

O texto tem relatório favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que recomenda a aprovação com mudanças para assegurar também a assistência auditiva aos alunos. Essa mudança já havia sido aprovada pela Comissão de Educação (CE), onde teve como relator o senador Dr. Hiran (PP-RR).   Outra emenda sugerida pela relatora busca deixar claro que as ações previstas no projeto não serão contabilizadas como despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino.

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A decisão da CAS é terminativa. Isso significa que, se for aprovado pela comissão e não houver recurso para que seja analisado em Plenário, o texto pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

Acupuntura

Também na pauta, a regulamentação do exercício profissional da acupuntura,  prevista no o PL 5.983/2019, ainda gera divergência entre os atingidos pelas regras.  Alguns setores defendem a atividade restrita a médicos e dentistas, enquanto outros pedem uma legislação mais permissiva.

Da forma como veio da Câmara dos Deputados, o texto permite o exercício da atividade a técnicos e portadores de diplomas de curso superior em acupuntura, especialistas da área de saúde e quem já exerce a profissão. A relatora do texto, senadora Teresa Leitão, ainda não definiu a se vai recomendar a manutenção  das regras ou a modificação do texto. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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