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Câmara dos Deputados lança novo Manual de Comunicação em debate sobre inteligência artificial

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A Câmara dos Deputados lançou nesta terça-feira (10) o seu novo Manual de Comunicação, produzido para dar transparência aos princípios que regem a atuação dos profissionais de comunicação da Casa. Ele substitui o antigo Manual de Redação, que completou 20 anos neste ano.

Além de prever regras de redação e produção para a TV, Rádio e Agência Câmara, o Manual oferece normas de procedimento para a Rede Legislativa de Rádio e Televisão (que reúne centenas de emissoras parceiras em todo o país), para as redes sociais da Câmara e para o uso de ferramentas de participação popular.

Orienta ainda o trabalho da assessoria de imprensa e informa sobre as normas do Portal Institucional, além de explicar  o funcionamento das áreas de Publicidade, Eventos e Cerimonial e do Centro Cultural da Câmara.

Canais de diálogo
O secretário de Comunicação da Câmara (Secom), deputado Jilmar Tatto (PT-SP), observou que a Comunicação é um pilar estratégico da política e da cidadania e, por isso, os veículos da Casa estão comprometidos em abrir novos canais de diálogo entre os representantes do Legislativo e a população.

“Esse esforço se reflete na promoção de uma informação de qualidade, contrapondo-se aos modelos baseados apenas em interesses econômicos ou, ainda, aqueles ancorados em fake news”, disse o deputado.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Seminário - Comunicação Pública e Inteligência Artificial e lançamento do Manual de Comunicação da Câmara dos Deputados. Dep. Luciano Ducci (PSB - PR)
Ducci: transparência, diversidade e excelência na comunicação pública

Comunicação pública
O deputado Luciano Ducci (PSB-PR),  secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais da Câmara (Semid), disse que o novo Manual representa um compromisso renovado com a transparência, a diversidade e a excelência na comunicação pública.

“Ele foi cuidadosamente elaborado para orientar jornalistas, publicitários, relações públicas e demais profissionais na produção de notícias e entrevistas, assegurando que cada informação divulgada esteja em conformidade com os mais altos padrões éticos e técnicos”, observou Ducci.

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Texto produzido pelo grupo de trabalho que desenvolveu o guia lembra que nas duas últimas décadas as mudanças na comunicação foram profundas, exigindo da Câmara um Manual inteiramente novo para orientar seus veículos de imprensa e demais áreas de divulgação.

“O mundo mudou, as instituições mudaram, as pessoas mudaram. Agora todos têm voz e querem ser ouvidos. Este Manual mostra como a comunicação da Câmara dos Deputados trabalha neste novo ambiente, sempre em ebulição, e como se prepara para o futuro”, descreve o texto de abertura do Manual.

Inteligência artificial
Logo após o lançamento do novo Manual, a Diretoria-Executiva de Comunicação e Mídias Digitas da Câmara (Direx) promoveu o seminário “Comunicação Pública e Inteligência Artificial”. Durante o debate, o professor Márcio Carneiro, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), fez uma análise sobre o desenvolvimento da Inteligência Artificial Generativa (IAG) no Brasil e no mundo e alertou para o que ele chamou de “sete mitos” sobre a IAG.

Carneiro também falou sobre o impacto da IAG nas profissões. Estudo feito no ano passado pelo Laboratório de Convergência de Mídias da UFMA  mostra o efeito diferenciado da inteligência artificial sobre diversas áreas do trabalho. Segundo a pesquisa, profissões como produtor de conteúdo e analista de dados serão muito impactadas pela IAG nos próximos anos, enquanto outras, como agente de segurança e assistente social, serão muito pouco impactadas.

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Portais parlamentares
O seminário também contou a apresentação de dois pesquisadores da Câmara dos Deputados, ambos na área de comunicação pública. A jornalista Paula Medeiros apresentou sua pesquisa de mestrado que mostra a evolução  dos websites parlamentares desde 2008 até os dias atuais.

O estudo dela identificou os portais dos parlamentos considerados digitalmente mais maduros pela União Interparlamentar, com o propósito de selecionar, no âmbito de tais plataformas, iniciativas que estimulassem o engajamento popular.

“Portais parlamentares informativos, fáceis de entender e de navegação simples, podem favorecer a aproximação da sociedade da discussão legislativa, principalmente se ferramentas que permitam a participação da sociedade estiverem presentes naquele portal e forem de fácil acesso”, disse Paula Medeiros. Para ela, esse processo pode fortalecer a democracia, na medida em que permitirá uma sociedade mais ativa e participativa.

Reprodução
página inicial do novo manual de comunicação da câmara
Novo Manual de Comunicação, disponível em cd.leg.br/manual

Já o jornalista Tiago Miranda apresentou pesquisa que desenvolveu sobre a Agência Câmara. Sua dissertação de mestrado analisou o uso dos conteúdos da agência de notícias do legislativo  por veículos de comunicação, destacando o tema do arcabouço fiscal (PLP 93/2023). Em seu estudo, constatou-se que a Agência Câmara é amplamente confiável, sendo utilizada como fonte primária para a cobertura legislativa, em complemento ao jornalismo comercial.

Participaram também do evento o diretor-executivo da Direx, Cleber Queiroz Machado, e a assessora de Conteúdo da Secom e Semid, Daniela Guerson André.

Da Redação – RS
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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