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CAE autoriza empréstimos de cerca de US$ 450 milhões para Porto Alegre

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (10) cinco mensagens que autorizam US$ 450 milhões em operações de crédito para a cidade de Porto Alegre (RS). As mensagens seguem para o Plenário em regime de urgência.

Duas proposições preveem recursos para o Programa de Revitalização da Área Central da capital gaúcha. A MSF 65/2024, relatada pelo Luis Carlos Heinze (PP-RS), dá aval a um empréstimo com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) no valor de 51,8 milhões de euros — o equivalente a US$ 54,4 milhões.

A MSF 66/2024 autoriza uma operação com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) no valor de 77,7 milhões de euros — o equivalente a R$ 490,2 milhões. O relator foi o senador Paulo Paim (PT-RS).

A MSF 74/2024 prevê US$ 128,8 milhões (R$ 772,8) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa de Desenvolvimento e Recuperação da Infraestrutura Social de Porto Alegre. O relator é o senador Luis Carlos Heinze.

A MSF 75/2024 destina 100 milhões de euros do Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) — o equivalente a R$ 600 milhões — para o Programa de Drenagem Urbana Resiliente às Mudanças Climáticas da capital gaúcha. A matéria recebeu voto favorável do senador Paulo Paim.

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A CAE aprovou ainda a MSF 76/2024, relatada pelo senador Luis Carlos Heinze. O texto dá aval a um empréstimo de US$ 80 milhões (R$ 480 milhões) da Corporação Andina de Fomento (CAF) para Porto Alegre.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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