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João Batista aguarda respostas oficiais sobre supostas irregularidades no concurso

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Foto: LUCIENE LINS / Assessoria de Gabinete

Em entrevista concedida para veículos de comunicação da capital, na manhã desta terça-feira (22), o deputado estadual João Batista do Sindspen (Pros), disse que irá aguardar respostas oficiais do Ministério Público do Estado (MPE), e da Casa Civil, sobre as supostas irregularidades na aplicação das provas do concurso realizado neste último domingo (20), para preenchimento de vagas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). 

Na ocasião, o parlamentar que também é presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária (CSPC) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), destacou que manteve contato com o secretário da Sesp, Alexandre Bustamante, que irá emitir um parecer assim que os fatos forem devidamente apurados. 

“Conversei por telefone com o secretário Bustamante, que até o momento não é possível emitir nenhum parecer, até que sejam apuradas todas as informações das supostas irregularidades. Na ALMT, os colegas parlamentares já protocolaram pedidos de esclarecimentos junto ao MPE e uma possível investigação já está em andamento. Vamos aguardar essas informações oficiais, e a partir daí, tomar as providências necessárias”, explicou João Batista.

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Sobre o policial penal que tentou fraudar o certame em Cáceres, o deputado disse que a Polícia Judiciária Civil (PJC) já está atuando no caso, os envolvidos foram presos e responderão pelo ato, nas conformidades da lei.

“Antes da aplicação da realização do certame, a PJC já estava investigando a aplicação das provas, com a denúncia, eles conseguiram pegar o policial que é professor de um cursinho em Cáceres. A informação que recebemos, é que o policial penal iria receber a quantia de R$ 50 mil para realizar a prova se passando por outra pessoa inscrita. Lamentável o ocorrido, mas esperamos que a justiça seja feita e os culpados paguem pelo ato cometido”, concluiu o parlamentar.

Batista informou ainda, que recebeu, por meio de mensagens pelo WhatsApp, inúmeros relatos com possíveis irregularidades, dentre elas, a falta de fiscalização, a ausência de detectores de metal, problemas de identificação de candidatos, dentre outros.

“Em grupos do aplicativo WhatsApp, recebemos várias fotos, que inclusive estão circulando na internet, dentre elas, uma imagem de sala de aula e na outra foto, uma folha parecendo um gabarito. Todas as hipóteses devem ser apuradas, havendo confirmação de falhas, cabe aos órgãos competentes tomarem as medidas cabíveis”, finalizou o deputado.

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Denúncias – O Ministério Público do Estado (MPE) informou que recebeu por meio da ouvidoria cerca de 30 denúncias de irregularidades durante a aplicação da prova do concurso da Segurança Pública, que aconteceu em oito municípios do estado neste domingo (20).

O MPE informou que as denúncias serão encaminhadas para análise do Núcleo de Promotorias da Cidadania.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) informou que, embora seja responsável pela realização do concurso, a aplicação das provas ficou sob responsabilidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), contratada para o serviço.

O concurso – As provas do concurso público das forças de segurança de Mato Grosso tiveram, ao todo, 66 mil pessoas inscritas. O concurso, que foi prometido pelo estado desde 2016, foi realizado para formação de cadastro de reserva. Entretanto, o governo promete chamar 1.200 classificados ainda em 2022.

Os cargos de escrivão e investigador da Polícia Civil foram os mais procurados pelos “concurseiros”. Dos 66 mil inscritos, foram quase 34 mil somente na instituição.

Fonte: ALMT

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Medeiros pede bloqueio de valores pagos por Vorcaro à esposa de ministro Alexandre de Moraes

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O deputado federal José Medeiros (PL) protocolou uma representação junto a órgãos de controle pedindo o bloqueio de valores, ativos e bens pagos por Daniel Vorcaro a Viviane Barcy, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Medeiros justifica que há fortes indícios de um esquema financeiro de grandes proporções, com risco de prejuízo bilionário aos cofres públicos, e pede investigação.

O documento foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Banco Central, à Polícia Federal, à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), solicitando a adoção de medidas cautelares, incluindo o bloqueio de ativos e bens, além da instauração de notícias-crime.

Na representação, o parlamentar afirma que há suspeitas envolvendo movimentações financeiras consideradas atípicas entre o empresário Daniel Vorcaro e Viviane Barcy, com possível uso de estruturas complexas para ocultação de recursos e dificultar a rastreabilidade das operações. Viviane Barcy recebeu R$ 80 milhões de um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, alvo de investigação por fraudes no sistema financeiro.

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No pedido, Medeiros solicita que o Banco Central atue de forma imediata para rastrear movimentações, identificar contas vinculadas e monitorar transferências, inclusive internacionais, além de adotar medidas para evitar a dispersão dos recursos.

O parlamentar também pede investigação ampla sobre eventual participação de agentes públicos, destacando a necessidade de apuração por parte da PGR, inclusive em casos que envolvam autoridades com foro privilegiado.

“Diante da gravidade desses fatos, do risco de um prejuízo enorme e da possibilidade de sumirem com o patrimônio, é preciso uma atuação firme e imediata dos órgãos de controle. É necessário bloquear os valores, preservar os bens e investigar tudo a fundo, inclusive para apurar a responsabilidade de possíveis autoridades envolvidas”, afirmou.

A representação também ressalta que a demora na adoção de medidas pode comprometer a recuperação de valores e prejudicar as investigações, aumentando o risco de prejuízo ao erário.

Entre os pedidos estão o bloqueio imediato dos valores envolvidos, a indisponibilidade de bens, a abertura de investigações pela Polícia Federal e a realização de auditorias pelo TCU, além do compartilhamento de informações entre os órgãos.

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