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Dr. Gimenez articula ações no combate ao tráfico de pessoas em Mato Grosso

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Foto: Luciana Souza

Na luta pela vida, o deputado Dr. Gimenez (PV) tem se colocado à frente das articulações no enfrentamento ao tráfico de pessoas em Mato Grosso. Para isso, o parlamentar propôs a criação da Câmara Setorial Temática (CST) para Migrações. “É uma corrida pela vida, onde já temos inúmeras famílias sem respostas, chorando a falta de seus entes queridos. Como médico, me vejo na posição de atuar no combate a essa atrocidade que é o tráfico de pessoas.  E para isso, precisamos reforçar, reformular, tudo que já tem sido feito. É um tema complexo, mas, se nos unirmos, podemos combater esse mal”, frisou.

A proposta foi debatida na reunião com o governador em exercício, Otaviano Pivetta (PDT), ocorrida na manhã desta quarta-feira (23), no Palácio Paiaguás, ocasião em que também estavam representantes de vários países fronteiriços com o Brasil. Acompanhado do suplente de senador José Lacerda (MDB), e membros do Comitê de Estado de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CETRAP), Gimenez destacou a importância de o Poder Legislativo se colocar frente ao problema também.

“Compreendo que criar a câmara é um início para que o tema seja mais presente dentro do legislativo de Mato Grosso, ampliando os espaços para desenvolvimento de políticas públicas mais efetivas e eficientes nesse enfrentamento. Sempre mantive um bom diálogo com o executivo estadual, e o Otaviano vem nos acompanhando nessa tratativa, sempre muito disposto em nos atender e articular as mudanças necessárias para combater a raiz desse crime”, destacou.  

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De acordo com dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas e movimenta, aproximadamente, US$ 32 bilhões de dólares por ano. Em Mato Grosso, vários casos de tráfico internacional de pessoas foram investigados pela Polícia Federal.  Entre os anos de 2020 e 2021, mais de sete estiveram sob investigação.

Diante do cenário, Otaviano Pivetta reforçou o apoio do Estado na criação de ferramentas de combate ao tráfico. “Tanto o Mauro quanto eu abraçamos essa pauta e entendemos que precisamos atuar fortemente no combate. Junto com os representantes das regiões de fronteiras, estamos criando ferramentas para combater esse crime. Nossa pasta de Segurança Pública, gerida pelo secretário Alexandre Bustamante, tem atuado em ações que reduzem a vulnerabilidade ao tráfico de pessoas. É o mínimo que podemos fazer. Agora, vamos buscar o máximo”, pontuou.

Outra modalidade que também faz inúmeras vítimas é o trabalho escravo.  Segundo dados do SmartLab, entre 1995 e 2020, mais de 6 mil vítimas de trabalho escravo foram resgatadas em Mato Grosso. Entre os casos, o que mais se destaca é a aplicação da falsa promessa de enriquecimento rápido.

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“Já tivemos vários encontros, como esse, e as tratativas têm avançado. O deputado Gimenez e o José Lacerda estão nos acompanhando e sempre se colocando à frente no diálogo com o governador para que possamos ampliar esse debate.  Combater esse tipo de crime é uma tarefa difícil e profunda, mas que precisamos fazer”, finalizou Roberta Arruda, representante da OAB/MT no CETRAP.

Representantes de países como Bolívia, Peru e Haiti estiveram presentes, assim como membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, também participou da reunião junto com outras entidades que levantam a bandeira, além do secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.

CANAIS DE DENÚNCIAS –  As  denúncias contra o tráfico de pessoas podem ser realizadas pelo disque 100 –  Direitos humanos -, pelo celular (65) 9 8433-0313 ou pelos e-mails: cetrap@setasc.mt.gov.br e netrap@setasc.mt.gov.br .

 

Fonte: ALMT

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Medeiros pede bloqueio de valores pagos por Vorcaro à esposa de ministro Alexandre de Moraes

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O deputado federal José Medeiros (PL) protocolou uma representação junto a órgãos de controle pedindo o bloqueio de valores, ativos e bens pagos por Daniel Vorcaro a Viviane Barcy, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Medeiros justifica que há fortes indícios de um esquema financeiro de grandes proporções, com risco de prejuízo bilionário aos cofres públicos, e pede investigação.

O documento foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Banco Central, à Polícia Federal, à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), solicitando a adoção de medidas cautelares, incluindo o bloqueio de ativos e bens, além da instauração de notícias-crime.

Na representação, o parlamentar afirma que há suspeitas envolvendo movimentações financeiras consideradas atípicas entre o empresário Daniel Vorcaro e Viviane Barcy, com possível uso de estruturas complexas para ocultação de recursos e dificultar a rastreabilidade das operações. Viviane Barcy recebeu R$ 80 milhões de um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, alvo de investigação por fraudes no sistema financeiro.

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No pedido, Medeiros solicita que o Banco Central atue de forma imediata para rastrear movimentações, identificar contas vinculadas e monitorar transferências, inclusive internacionais, além de adotar medidas para evitar a dispersão dos recursos.

O parlamentar também pede investigação ampla sobre eventual participação de agentes públicos, destacando a necessidade de apuração por parte da PGR, inclusive em casos que envolvam autoridades com foro privilegiado.

“Diante da gravidade desses fatos, do risco de um prejuízo enorme e da possibilidade de sumirem com o patrimônio, é preciso uma atuação firme e imediata dos órgãos de controle. É necessário bloquear os valores, preservar os bens e investigar tudo a fundo, inclusive para apurar a responsabilidade de possíveis autoridades envolvidas”, afirmou.

A representação também ressalta que a demora na adoção de medidas pode comprometer a recuperação de valores e prejudicar as investigações, aumentando o risco de prejuízo ao erário.

Entre os pedidos estão o bloqueio imediato dos valores envolvidos, a indisponibilidade de bens, a abertura de investigações pela Polícia Federal e a realização de auditorias pelo TCU, além do compartilhamento de informações entre os órgãos.

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