POLÍCIA
Três integrantes de facções criminosas são presos com drogas e armas em ações distintas em Cáceres
POLÍCIA
As diligências com foco no combate à atuação de facções criminosas iniciaram após a equipe de investigação da 1ª Delegacia de Cáceres detectar uma movimentação de possíveis práticas de roubos e homicídios na cidade.
Diante das informações coletadas, as equipes começaram um trabalho de investigação e monitoramento de pontos onde possivelmente faccionados poderiam guardar armas e drogas. Durante as diligências, os policiais notaram um veículo Corsa Classic, trafegando em atitude suspeita e realizaram o acompanhamento e abordagem do suspeito.![]()
Em revista veicular, os policiais encontraram papelotes de cocaína, além de algumas embalagens vazias, demonstrando a atuação com o comércio de entorpecentes. Questionado, o suspeito confessou ser integrante de facção criminosa e revelou que havia mais drogas armazenadas em sua casa e uma arma de fogo escondida na residência de sua mãe.
Em diligências na casa do suspeito, no bairro Massa Barro, foram apreendidos vários papelotes de drogas, munições intactas calibre 9 mm, duas balanças de precisão e material utilizado para embalo do entorpecente. Já na casa da mãe do investigado, no bairro Marajoara, foi localizado um revólver calibre 38 com cinco munições intactas.
O suspeito confessou que atuava com o comércio de entorpecentes e disse que adquiriu a arma para se defender, pois estava sendo ameaçado de morte por membros de uma facção criminosa rival, apresentando um vídeo aos policiais em que criminosos apareciam em posse de armas de fogo.![]()
Com a identificação do suspeito que aparecia no vídeo, os policiais deram continuidade às diligências conseguindo localizá-lo entrando em uma residência, com uma sacola nas mãos. Aos ser abordado pelos policiais, ele tentou correr, momento em que deixou a sacola cair, sendo possível verificar que estava transportando porções de entorpecentes.
Em buscas na casa, foram encontradas mais porções de maconha, além de 29 munições, sendo 25 calibre 38 e quatro calibre 357. Um terceiro suspeito que estava na casa também foi preso em flagrante.
Diante dos fatos, todo o material ilícito encontrado nas duas ações foram apreendidos e os três suspeitos conduzidos à Delegacia de Cáceres, onde após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e associação criminosa.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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