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Seminário vai debater violência contra a mulher, trabalho em rede e investigação

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

 

A Academia da Polícia Civil de Mato Grosso (Acadepol) realiza nos dias 14 e 15 de março, o 1º Seminário “Polícia Civil no Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres”.

O evento integra as comemorações dos 180 anos que a Polícia Civil de Mato Grosso completa neste ano e terá uma grade de programação com diversos palestrantes abordando temas relacionados ao combate à violência e defesa da mulher.

O seminário será realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, a partir das 8h, do dia 14 de março.

A primeira palestra, às 9h, será com a mestre em sociologia, Michelle Moraes Santos, assistente social do Ministério Público Estadual. Ela falará sobre as interpretações da violência contra as mulheres sob a ótica da relação de poder.

No período da tarde, será realizada a apresentação de projetos desenvolvidos pelas Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher no estado. A delegada Judá Maali Marcondes, de Cáceres, será a facilitadora do painel.

Em seguida, a juíza Tatiane Colombo, da 2ª Vara de Violência Doméstica da Capital, vai falar sobre a importância do formulário nacional de avaliação de risco.

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A última palestra do primeiro dia do seminário será com a escrivã da Polícia Civil, Luciene Oliveira, mestre em sociologia. A palestra terá como tema “Da naturalização da violência de gênero ao feminicídio – o que os órgãos do sistema de justiça podem fazer para evitar essa realidade”.

Segundo dia

O segundo dia de painéis do evento será aberto, a partir das 8h10, com o professor da UFMT e doutor em psicologia social, George Moraes, que vai falar sobre as consequências da violência doméstica na saúde física e mental de mulheres.

Às 10h30 será realizado o segundo debate sobre violência psicológica e violência política. A facilitadora do painel será a defensora pública estadual, Rosana Leite.

No período da tarde, o primeiro painel será sobre o trabalho em rede, tendo como facilitadora a mestre em política social, Terezinha Paes de Arruda.

A última palestra do seminário, às 16h, será com a delegada Mariell Antonini, que vai tratar sobre investigação com perspectiva de gênero e os avanços.

Inscrições

Foram ofertadas 200 vagas no seminário para os cargos de investigador, escrivão e delegado, além de convidados. As inscrições pode ser feitas pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdcmCg0HSVS8lI_F-Nv4_yGmzX1l0wW0DDKWXGDIvkIbC0JVg/viewform

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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