POLÍCIA
Seminário da Polícia Civil aborda desafios da investigação digital e uso de fontes abertas
POLÍCIA
Os desafios da investigação digital e as ferramentas disponíveis para a atuação policial são tema de um seminário realizado nesta segunda-feira (04.03) pela Academia da Polícia Civil de Mato Grosso.
O seminário faz parte da programação de 2024 da academia, que inicia as capacitações pela plataforma de educação à distância (EaD). O evento contou com a participação da diretoria da Polícia Civil e palestrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
O seminário é realizado em formato híbrido (presencial e online) e teve mais de 300 servidores inscritos das 15 regionais da Polícia Civil.![]()
O diretor da Acadepol, delegado Fausto Freitas, reforçou que neste ano, o planejamento incluiu o reforço em novos cursos de qualificação e capacitação, a exemplo do ensino a distância, que a academia passa a ofertar. “Todo esse planejamento é para ofertar a nossos servidores cursos que os possibilitem estar sempre a par do que existe em conhecimento policial, em novas ferramentas de trabalho”.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, agradeceu a participação dos policiais que se dispuseram a procurar por novos horizontes de conhecimento e aos palestrantes, que são referências nacionais no tema de ferramentas tecnológicas aplicadas nas investigações.
“Nesse cenário, em que tudo em nossas vidas gira em torno do mundo digital, o conhecimento se torna urgente. E como nos colocarmos nessa área e usar as ferramentas disponíveis para enfrentar esse desafio, que se renova hora após hora, é o foco no planejamento da Acadepol, para também estender esse conhecimento a todas as unidades policiais”, salientou a delegada-geral.![]()
Encerrando a abertura do seminário, o secretário adjunto de Administração Sistêmica da Sesp, Thiago Vinícius Pinheiro, destacou a importância do investimento em capacitação continuada e agregar conhecimento na era digital se torna mais desafiador.
Também participaram da abertura do evento os diretores da instituição: Vitor Hugo Bruzulato (Atividades Especiais); Walfrido Nascimento (Interior), Wagner Bassi Jr. (Metropolitana); presidentes da Associação dos Delegados, José Lindomar Costa, e do Sindicato dos Delegados, Maria Alice Amorim.
Palestrantes
Alessandro Barreto é da Polícia Civil do Piauí e coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, desde 2017 e abordou o tema “Ferramentas tecnológicas para elucidação de crimes”.
Emerson Wendt, delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, falou sobre “Pesquisas em fontes abertas para investigação criminal”.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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