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Reprodução simulada é realizada para esclarecer fatos de duplo homicídio no norte do estado

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Terra Nova do Norte, e a Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado realizaram, nesta quinta-feira (26.010, a reprodução simulada sobre o duplo homicídio, de pai e filho, ocorrido no município em outubro do ano passado.

Com apoio de equipes da Delegacia de Itaúba e da Regional de Guarantã do Norte, foram reproduzidos os fatos para esclarecer a dinâmica dos homicídios que vitimaram Genuir de Barros, 67, e Marcelo de Barros, 37 anos.

O crime ocorreu em 22 de outubro do ano passado, em um sítio na Comunidade Sede Velha, na zona rural de Terra Nova do Norte.

O delegado José Getúlio Daniel esclarece que o objetivo da reprodução simulada é esclarecer pontos específicos de como ocorreram os fatos e as condutas das pessoas que tem relação com os crimes ocorridos, contribuindo para que a investigação seja mais eficiente e de qualidade.

Dois, dos quatro investigados, participaram da reprodução simulada. 

Após a entrega dos laudos periciais pela Politec, serão encaminhados o inquérito junto com os relatórios do delegado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para que possa ser iniciada a ação penal e responsabilização dos investigados pelos crimes ocorridos.

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São investigados no inquérito instaurado pela Delegacia de Terra Nova do Norte, a mulher que fez os disparos, os pais dela e o ex-marido.

Crime

No dia 22 de outubro passado, a PM recebeu uma informação via telefone de que na comunidade Sede Velha, localizada aproximadamente 20 km do centro de Terra Nova do Norte, duas pessoas teriam sido vítimas de disparos de arma de fogo.Uma vítima, que ainda apresentava sinais vitais foi socorrida ao hospital municipal. Na unidade de saúde, os policiais foram informados que a vítima, de 37 anos, não resistiu aos ferimentos, sendo atingido por três disparos de arma de fogo no tórax e abdômen.

Os policiais seguiram para a comunidade e encontraram a segunda vítima, de 67 anos, sem sinais vitais, e foi acionada a Delegacia da Polícia Civil.

Informações de testemunhas relataram que a pessoa suspeita de efetuar os disparos de arma de fogo contra as vítimas seria uma mulher e que o fato ocorreu por ciúmes. A suspeita foi à casa das vítimas, em uma camionete, acompanhada da mãe e do marido, e iniciou uma discussão com a testemunha dos fatos. Em seguida, chegaram ao local o pai da suspeita e a chamou para ir embora. Porém, a mulher foi até a camionete, pegou uma pistola calibre 380 e efetuou diversos disparos contra Marcelo. O pai dele, Genuir, tentou evitar a agressão e foi em direção à suspeita, sendo também atingido pelos disparos.

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Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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