POLÍCIA
Professor de futebol indiciado por abusar de alunos de escolinha é condenado a 46 anos de reclusão
POLÍCIA
O professor de futebol F. M. da S. B., indiciado pela Polícia Civil por diversos crimes de cunho sexual contra três alunos da escolinha que ele dava aula, foi condenado, na última quarta-feira (26.2), a 46 anos de reclusão e ao pagamento de indenização a título de danos morais no valor de R$ 56.480.
Os crimes foram investigados pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e a sentença é da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. As investigações apontaram que F.M. da S.B aproveitava de sua função para abusar sexualmente de seus alunos.
Ele foi indiciado e condenado pelos crimes de estupro de vulnerável (por três vezes); filmar cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; trocar fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; armazenar mídias com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; estupro; favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável; e importunação sexual.
O caso
As investigações iniciaram após familiares das vítimas procurarem a Polícia Civil para denunciar o professor, que, além de treinar os adolescentes, os levava para torneios e campeonatos fora da cidade ou do Estado, algumas vezes sem a companhia dos pais ou responsáveis.
O caso foi investigado pela Deddica e, com base nos elementos apurados, o delegado Vitor Chab representou pelo mandado de prisão preventiva, quebra sigilo telefônico e busca e apreensão do aparelho celular do investigado, que foram deferidos pela Justiça.
Diante das ordens judiciais, os policiais da Deddica montaram monitoramento no Aeroporto Marechal Rondon e, quando o suspeito chegou de uma viagem com um dos atletas que treinava, na madrugada do dia 18 de setembro de 2024, foi dado cumprimento aos mandados.
O professor passou por audiência de custódia e aguardou o julgamento preso.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Ex-secretária e empresários são alvos de investigação sobre contratos públicos em Livramento
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quinta-feira (15), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.
Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.
A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.
Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.
Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.
No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.
Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.
Ordens judiciais
Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.
Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.
Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.
Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.
Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.
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