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PRF participa de força-tarefa para cumprir 12 mandados de prisão contra integrantes de facções criminosas em MT

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Na tarde desta quarta-feira (08), a Força-Tarefa de Segurança Pública (FTSP/MT), composta pela Polícia Federal, Polícia Judiciária Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar deflagrou a 2ª fase da Operação Dissidência para o cumprimento 12 mandados de prisão nos municípios de Sorriso, Sinop, Peixoto de Azevedo e Cuiabá, todos expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Os investigados presos nesta segunda fase respondem por crimes como integrar organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas. 

A 2ª fase da operação contou com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso, 12º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso, da Agência Regional de Inteligência do 3° Comando Regional, Grupo de Apoio do 11° Batalhão da Polícia Militar de Sinop, da Polícia Rodoviária Federal em Sorriso e Delegacia de Polícia Federal de Sinop.

1ª Fase

A 1ª fase Operação Dissidência foi deflagrada em 18 de agosto de 2022, em uma ação conjunta entre as forças de segurança, que cumpriu aproximadamente 70 mandados de prisão e busca e apreensão.

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Fonte: PRF MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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