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Polícias Civis de MT e GO cumprem mandados contra estelionatários em Cuiabá e VG

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Nove ordens judiciais foram cumpridas pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (10.04), em Cuiabá e Várzea Grande, durante ação da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes, em apoio ao Grupo Especial de Investigações Criminais, da Polícia Civil de Goiás.

O trabalho operacional integrado teve como alvos suspeitos de praticarem estelionatos qualificados pela fraude eletrônica, na modalidade golpe do intermediário da OLX, contra vítimas residentes na cidade de Águas Lindas (GO).

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares como sequestro de contas bancárias e arresto de bens móveis.

As investigações da Polícia Civil de Goiás, iniciaram em fevereiro de 2022, e identificado que em um dos crimes, o operador do perfil WhatsApp utilizado no golpe, possuía diversas condenações com trânsito em julgado, somando quase 30 anos de condenação.

Conforme informação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), um dos operadores financeiros do esquema, entre 2022 a 2023, movimentou cerca de R$ 2,5 milhões, valor absolutamente desproporcional a renda mensal declarada.

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No mês de julho de 2023, constatou-se que o perfil WhatsApp utilizado no golpe está vinculado em outras 21 ocorrências policiais, registradas nos Estados de Goiás e no Distrito Federal.

Ainda segundo indícios obtidos nas diligências, os operadores financeiros do esquema ostentam 20 ocorrências policiais, sendo que um deles, entre 2021 a 2023, movimentou a quantia de quase R$ 3 milhões.

Com base nas provas colhidas pelos policiais civis do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC/17ª DRP), a Justiça decretou as ordens de prisões, buscas e medidas cautelares, em desfavor dos investigados de Mato Grosso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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