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Polícia Militar registra aumento de 2.039% no número de Termos Circunstanciados de Ocorrência em Mato Grosso

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Em quatro meses desde a criação do Programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo do Estado de Mato Grosso, a Polícia Militar registrou um aumento de 2.039% no número de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). Em novembro e dezembro de 2023, foram contabilizados 82 TCOs. Por outro lado, desde o início deste ano, 1.754 já foram formalizados. O documento registra crimes considerados de menor potencial ofensivo e agilizam o trabalho e a mobilidade das equipes policiais de serviço.

Desde a implementação do programa, os militares dos 142 municípios, que integram os 15 Comandos Regionais, prenderam em flagrante 3.350 pessoas por crimes diversos. As equipes ainda registraram 1.909 ocorrências de tráfico de drogas em todo o Estado, e cumpriram 786 mandados de prisão em aberto contra foragidos da Justiça.

Os dados foram apresentados na manhã desta segunda-feira (24.3), pelo governador do Estado, Mauro Mendes à imprensa, no Palácio Paiaguás. O programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas foi lançado em 25 de novembro de 2024, em um pacote de medidas integradas que intensificou as ações das Forças de Segurança para combate e enfrentamento a todos os tipos de crimes e para proteção e defesa do cidadão mato-grossense.

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“A Polícia Militar que tem feito um trabalho muito exitoso no dia a dia, no fronte, nas ruas, bairros, fazendo enfrentando e promovendo segurança da população. Lançamos o Tolerância Zero e há poucos dias o disque-denúncia contra extorsão de facções. Todas as Forças de Segurança são fundamentais para ganhar essa guerra contra facções criminosas e precisamos manter essas mesmas diretrizes nos próximos anos em Mato Grosso. O programa, ao meu ver, está alcançando os objetivos. A criminalidade no Estado não terá vez e nem espaço”, declarou o governador Mauro Mendes.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, ressaltou o balanço positivo de ações no combate e enfrentamento às facções criminosas em todo o Estado e enalteceu os importantes investimentos por parte do Governo do Estado à instituição, que está mais fortalecida com novas viaturas, armamentos e equipamentos de última geração para o combate da criminalidade.

“Vivemos um momento único na Segurança Pública de Mato Grosso, em especial na Polícia Militar. Observamos homens e mulheres ainda mais comprometidos e valorizados porque sabem que têm um Governo do Estado que apoia a Segurança Pública, que investe, capacita e fortalece às instituições. A Operação Tolerância Zero resgata a sensação de segurança da população em todo o Estado, do campo à zona urbana. Tudo que está acontecendo é uma revolução na Polícia Militar, que completa 190 anos em 2025”, destacou o coronel Fernando.

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Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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