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Polícia Militar prende 2,2 mil pessoas e apreende 560 kg de entorpecentes durante operação

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A Polícia Militar de Mato Grosso conduziu mais de 2,2 mil pessoas para a delegacia, e apreendeu 560 quilos de entorpecentes e 190 armas de fogo entre 1º de dezembro de 2022 e 1º de janeiro de 2023, em todo o Estado. As ações de policiamento foram intensificadas por meio da Operação Final de Ano, lançada oficialmente no dia 16 de dezembro, e que durou até o último domingo (1º).

Os dados foram divulgados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da PMMT (SPOE) nesta segunda-feira (02). De acordo com o órgão, neste período foram registrados 4.283 boletins de ocorrências, que resultaram em 930 prisões em flagrante e 152 cumprimentos de mandados de prisão, após abordagens e checagens. Ainda entre as ocorrências registradas, 514 foram relacionadas a tráfico e uso ilícito de entorpecentes, com grandes apreensões.

Durante a Operação de Final de Ano, no dia 23 de dezembro, uma ação integrada entre a PM e Polícia Rodoviária Federal resultou na prisão de um homem e na apreensão de 200 quilos de cocaína, que estavam escondidos em um caminhão que trafegava em Vila Rica.

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Entre as 166 armas de fogo e 24 simulacros apreendidos, destaca-se a recuperação rápida de 28 armas que foram furtadas de uma casa de pesca, em Sorriso, no dia 28 de dezembro. Em 24 horas, todo o material foi encontrado e cinco suspeitos envolvidos no crime foram presos.

Operação Final de Ano

A operação intensificou as ações de policiamento em todos os 15 Comandos Regionais, disponibilizando o efetivo militar em horário extra, por meio da Jornada Extraordinária, implementada pelo Governo de Mato Grosso.

Estiveram nas ruas todo o efetivo ostensivo e parte do efetivo administrativo, bem como todas as unidades especializadas da PMMT, como o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria) e Batalhão de Proteção Ambiental (BPMPA), além do apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Fonte: PM MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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