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Polícia Civil recupera em Cuiabá moto de alta cilindrada adquirida em golpe do falso pagamento

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Policiais da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes recuperaram, nesta sexta-feira (06.12), uma motocicleta de alta cilindrada, avaliada em mais de 64 mil reais, que foi comprada em uma loja na Capital usando o golpe do falso pagamento por cartão de crédito.

A moto, modelo Kawasaki Z900 ABS, está avaliada em R$ 64.390,00. O dono da loja procurou a delegacia e informou que fez o anúncio em redes sociais para promover a venda dos produtos em todo o País.

Nesta sexta-feira, a equipe da Delegacia de Estelionatos fez diligências e conseguiu localizar dois suspeitos envolvidos no golpe e recuperar uma das motocicletas. Os dois foram encaminhados à delegacia para esclarecimentos e a investigação prossegue para identificar outros envolvidos no estelionato.

Quatro motocicletas foram vendidas a supostos compradores que usaram dados falsos de cartões clonados. Ao perceber a cobrança das compras, a vítima real, dona dos cartões, cancela as aquisições.

Uma pessoa entrou em contato demonstrando interesse em dois dos veículos anunciados e foi acordada a venda com o pagamento em dois cartões de crédito diferentes. Uma moto foi encaminhada via guincho e entregue em um posto de combustíveis localizado na Rodovia dos Imigrantes, sendo depois enviada ao destinatário para retirada na cidade de Rio Verde (GO).

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A outra motocicleta, modelo Kawasaki Z900 ABS, foi comprada com três cartões de crédito diferentes, com valores de R$ 22.000,00, R$ 19.890,00 e R$ 22.500,00, todos pagos em apenas uma parcela. O comprador informou que um parente buscaria o veículo na loja, o que foi efetuado. Posteriormente à retirada da moto, a rede de cartões de crédito responsável pelo pagamento informou que a compra foi contestada, quanto então a loja de motos percebeu que foi vítima de um golpe.

Em outra venda, de um modelo Kawasaki KX 250, uma pessoa se mostrou interessada e fez contato pelo Whatsapp com a loja das motos. O pagamento foi efetuado com cartão de crédito em três valores: R$29.999,99, R$25.000,00 e R$3.000,00, parcelados em 10 vezes. A rede de cartões notificou como se o pagamento tivesse sido concluído e, diante da confirmação, a loja disponibilizou a moto para entrega e o ‘cliente’ contratou um guincho, para realizar o transporte. A motocicleta foi entregue em um estacionamento no centro de Cuiabá. No mesmo dia, uma caminhonete retirou a moto do local.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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