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Polícia Civil recupera celulares e autua 18 pessoas por receptação de aparelhos em Várzea Grande

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Dezoito pessoas flagradas em posse de aparelhos celulares produto de roubo/furto foram autuadas pela Polícia Civil, na terça-feira (30.05), na Operação Neon Blue, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG) para o combate ao crime de receptação.

A ação resultou na recuperação de 18 aparelhos celulares de origem ilícita, avaliados em mais de R$ 21 mil.

Segundo a delegada titular da Derf-VG, a operação teve como alvo pessoas identificadas nas investigações da delegacia, que estariam em posse de aparelhos celulares oriundos de roubos e furtos ocorridos este ano em Várzea Grande.

“É uma operação com foco no combate ao crime de receptação, uma vez que os crimes de roubos e furtos de aparelhos celulares ocorrem pelo fato dos criminosos saberem que tem para quem vender os produtos de origem ilícita”, explicou a delegada.

Roubos a transeuntes

Entre os casos investigados está um roubo ocorrido no mês de março, tendo como vítima, uma mulher de 36 anos que caminhava em direção a sua residência no bairro José Carlos Guimarães e que foi rendida por dois criminosos em posse de uma faca. Ameaçando a vítima de morte, os suspeitos subtraíram o aparelho celular e outros pertences da vítima.

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Em outro caso de roubo, desta vez cometido contra uma mulher de 20 anos, a vítima caminhava em direção ao supermercado, no bairro Jardim Paiaguás, quando foi abordada por dois homens em posse de arma de fogo. Os suspeitos anunciaram o roubo e subtraíram o celular da vítima.

Vítimas idosas

No mês de fevereiro, uma mulher de 63 anos, se encontrava no ponto de ônibus do bairro Jardim Glória, quando foi abordada por dois criminosos, munidos de arma de fogo, os quais subtraíram o aparelho da vítima.

No mês de março, uma idosa de 74 teve o aparelho celular subtraído do interior de sua bolsa, dentro de um transporte coletivo.

Furto em evento

Duas mulheres que estavam no camarote de um show nacional, realizado no pátio de uma universidade em Várzea Grande, também foram vítimas de furto durante o evento. O suspeito aproveitou o momento em que as vítimas filmavam o show, para subtrair os aparelhos celulares, empreendendo fuga, desaparecendo na multidão.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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