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Polícia Civil prende três responsáveis por tortura e execução de trabalhadores em Arenápolis

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Na manhã desta terça-feira, 5 de dezembro de 2023 (05.12), a Delegacia de Arenápolis deflagrou uma operação que resultou na prisão de três integrantes de uma facção criminosa, responsáveis pelo sequestro, tortura e homicídios de duas vítimas durante um evento de rodeio ocorrido em julho deste ano, na cidade.

As vítimas, Said de Souza Rios, natural da Bahia, e Marcos Vinícius, natural do Maranhão, eram trabalhadores e residentes na cidade de Nova Marilândia. Conforme as informações coletadas durante a investigação, as vítimas tiveram as mortes ‘decretadas’ em um famigerado tribunal do crime da facção criminosa porque, supostamente, pertenceriam a uma facção rival.

Familiares das vítima procuraram a Delegacia de Arenápolis, que iniciou as investigações e, após uma série de diligências, quebras de sigilo e coleta de informações, a equipe policial chegou à identificação dos responsáveis diretos pelos crimes.

À medida que as investigações progrediram, a Polícia Civil apurou que Said e Marcos foram sequestrados durante o Rodeio de Arenápolis e posteriormente levados a uma obra inacabada. No local, foram torturados e depois mortos com golpes de faca. Após o homicídio, os criminosos colocaram os corpos das vítimas em um veículo e os levou até uma região de mata.

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Com base nas informações coletadas, o delegado de Arenápolis, Hugo Abdon, solicitou a prisão preventiva de cinco envolvidos ao Poder Judiciário.

“Ao longo de quatro meses de intensa investigação, acumulamos diversas evidências, incluindo o acesso a imagens de Said e Marcos capturados momentos antes de serem submetidos à tortura e assassinato. Estabelecemos uma força-tarefa, contando com o apoio da Delegacia Regional de Nova Mutum e essa união de esforços nos possibilitou reunir informações cruciais para a individualização das condutas dos criminosos”, pontuou o delegado.

Foram presos durante a operação desta terça-feira, T.G.S.O., de 28 anos, J.A.M., de 30 anos e C.A.E.S., de 18 anos. A mulher, de 28 anos, é apontada nas investigações como a mandante do crime e também a responsável por gerenciar o tráfico de drogas nos municípios de Nova Marilândia e Arenápolis. Os outros presos ocupavam a função de disciplina da facção criminosa em Arenápolis.

“A equipe da Polícia Civil de Arenápolis continua firmemente empenhada em localizar os corpos de Said Rios e Marcos Vinícius, que permanecem desaparecidos até o momento”, explicou o delegado Hugo Abdon.

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Todos os alvos têm extensa ficha criminal e parte deles foi presa anteriormente. Os investigados responderão por homicídio triplamente qualificado, tortura e participação em organização criminosa. Dois ainda seguem foragidos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil mira grupo de traficantes que transportava drogas ocultadas em eletrodomésticos

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2.6), a Operação Frete Frio, que mira um grupo criminoso suspeito de transportar drogas para outros estados escondidas em eletrodomésticos enviados por transportadoras. A ação cumpre ordens judiciais e busca interromper o esquema investigado pelas forças de segurança.

Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e medidas de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros até o limite de R$ 400 mil por investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

As medidas foram decretadas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, onde estão concentrados dois dos alvos, e em Aparecida de Goiânia (GO).

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.

Descoberta do esquema

A investigação foi iniciada em 27 de abril deste ano, após a apreensão de aproximadamente 15 quilos de cocaína ocultada no interior de um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao Estado de Goiás. O entorpecente estava dividido em 14 tabletes envoltos em fita adesiva e acondicionado dentro do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se de cocaína.

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Em continuidade às investigações, os policiais da Denarc identificaram o responsável pelo despacho da encomenda em uma empresa de transporte localizada em Cuiabá. Por meio de imagens do circuito de monitoramento e comprovantes de pagamento via Pix, foi possível identificar um dos integrantes do grupo, apontado como responsável pelo envio da carga ilícita.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As investigações também revelaram que o climatizador utilizado para ocultar a droga foi adquirido por outro integrante do grupo, que teria realizado a compra do equipamento e solicitado a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, morador de Aparecida de Goiânia (GO) e apontado como destinatário da encomenda.

“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.

Nome da operação

O nome “Frete Frio” faz referência ao método empregado pelo grupo criminoso, que utilizava equipamentos de climatização e o serviço regular de transporte de cargas para dissimular a movimentação de drogas entre estados, conferindo aparência de legalidade à atividade ilícita.

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Operação Pharus

A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A investigação também integra os trabalhos da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).

A rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para definir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico em todo o país.



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