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Polícia Civil prende três envolvidos em homicídio de jovem em Castanheira

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Três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, envolvidas na morte de um jovem no mês de abril, no município de Castanheira (779 km a noroeste de Cuiabá) tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, na tarde de segunda-feira (19.06), após investigações realizadas pela Delegacia de Juína (735 km a noroeste da Capital).

Entre os presos estão um jovem de 22 anos, identificado como integrante de uma organização criminosa e mandante do crime, além de um homem de 36 anos e uma mulher de 27, apontados como executores da vítima.

O crime que vitimou Geovane Leal da Silva, 20 anos, ocorreu no dia 29 de abril, na cidade de Castanheira, ocasião em que a vítima foi executada com três disparos de arma de fogo, um deles na cabeça, no 3º Assentamento de Vila Conquista.

Nas investigações conduzidas pela Delegacia de Juína, foi possível identificar os envolvidos no homicídio, assim como a motivação do crime, que estaria relacionado a dívidas da vítima com o tráfico de drogas.

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O jovem de 22 anos, apontado como mandante do crime, foi responsável por mapear o local e facilitar a chegada do executor e da mulher que pilotou a motocicleta, uma vez que o casal não tinha conhecimento geográfico da localidade e nem sabiam quem era a vítima marcada de morte.

Com base nas investigações, o delegado Ronaldi Binoti Filho representou pelos mandados de prisão preventiva dos três suspeitos identificados, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na tarde de segunda-feira (19). O mandante do homicídio foi localizado na cidade de Castanheira e os outros dois suspeitos tiveram os mandados de prisão cumpridos em Juruena.

Com o casal de executores foi apreendida uma pistola com várias munições. Diante dos fatos, os suspeitos responderão por homicídio qualificado por motivo torpe, além de outros possíveis crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e integrar facção criminosa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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