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Polícia Civil prende suspeito de homicídio e ocultação de cadáver em São José do Rio Claro

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de São José do Rio Claro (298 km de Cuiabá), prendeu, na tarde desta terça-feira (11.3), Eliezer Santana Jorge, 25 anos, suspeito de assassinar e ocultar o cadáver de Édimo Gomes de Lima, 26 anos.

Eliezer estava foragido desde o crime, ocorrido no último domingo (9.3). O delegado Raphael Guerra, de São José do Rio Claro, havia representado pelo mandado de prisão preventiva contra o suspeito, que foi deferido pela Justiça.

Nesta terça-feira, o suspeito se apresentou na Gerência Estadual de Polinter e Capturas, em Cuiabá, e teve o mandado de prisão preventiva cumprido. Ele será ouvido, passará por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.

O caso

Édimo Gomes de Lima foi assassinado no último domingo (9.3). Ele estava com uma mulher, em uma casa no Bairro Cohab, em São José do Rio Claro, quando foi surpreendido pelo ex-companheiro dela e morto com golpes de faca.

Mais tarde, no mesmo dia, a mulher procurou a polícia, denunciou o ex-companheiro e afirmou ter sido coagida a limpar a cena do crime, incluindo colchão, roupas de cama, piso e qualquer outro vestígio de sangue. Todos os objetos ligados ao crime e o corpo da vítima foram colocados no porta-malas do carro do suspeito.

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Em seguida, o suspeito tirou a motocicleta da vítima do local, escondeu, retornou à casa e obrigou a ex-companheira a acompanhá-lo. Os dois seguiram em direção à MT-249, onde o corpo da vítima foi deixado. Depois, foram até um rio e descartaram os pertences da vítima, a arma do crime e demais objetos ligados à ocorrência, como lençóis.

Na sequência, os dois buscaram a filha do casal e foram para um sítio, onde passaram parte do dia. A mulher convenceu o ex-companheiro a levá-la para casa e, ao retornar, relatou os fatos à mãe e à irmã, que a aconselharam a procurar um advogado, que deu início à denúncia à polícia.

Com auxílio da mulher, a arma do crime e os demais itens descartados foram encontrados e apreendidos. A motocicleta da vítima também foi localizada, próxima ao local do crime.

Localização do corpo

O corpo de Édimo foi localizado no início da noite dessa segunda-feira (10.3), em uma região de mata, a cerca de 3 km de São José do Rio Claro, sentido a Nova Maringá, pela estrada de terra.

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e realizou a retirada do corpo, que foi encaminhado para Diamantino para perícia. O laudo apontará a causa oficial da morte.

A Polícia Civil segue investigando o crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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