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Polícia Civil prende suspeito de furtar objetos em carros utilizando bloqueador de sinal em Cuiabá

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, cumpriu, nesta quarta-feira (12.3), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 30 anos, suspeito de realizar furtos na Capital utilizando um bloqueador de sinal de alarmes.

O mandado foi cumprido na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde o suspeito já estava preso devido a um flagrante anterior.

Segundo o delegado Romildo Nogueira da Fonseca, responsável pela investigação, o suspeito utilizava o bloqueador para que, quando o proprietário apertasse o botão do alarme e da trava automática de carros, o veículo não trancasse nem ativasse o alarme. Depois, ele furtava objetos de dentro dos carros.

“Ele sempre utilizava um veículo para se deslocar até o estacionamento dos estabelecimentos comerciais e aguardava as vítimas chegarem. No momento que elas desciam do veículo e acionavam o alarme, o suspeito utilizava um bloqueador de sinal para impedir o trancamento das portas. A ação ocorria em poucos minutos, e o suspeito subtraía todos os pertences do interior dos veículos”, explicou o delegado.

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Em um dos casos, a vítima, uma mulher de 40 anos, deixou seu veículo no estacionamento de uma academia no bairro Jardim Itália, por volta das 19 horas. Ao retornar, uma hora depois, um dos vidros do carro estava quebrado e sua bolsa, com todos os seus documentos, foi levada.

Em outro, a vítima, também uma mulher de 40 anos, estacionou seu veículo em um mercado no bairro CPA I, em Cuiabá, por volta das 17 horas. Ao retornar para o carro, ela encontrou a janela do passageiro e a do motorista um pouco abertas. Mais tarde, ela percebeu que havia sido furtado um aparelho de massagem e um violão que estavam no veículo.

Após as denúncias, os investigadores da Derf Cuiabá analisaram as imagens das câmeras de segurança dos estabelecimentos comerciais e conseguiram identificar o suspeito. Ele tem várias passagens pela polícia por crimes patrimoniais.

O delegado Romildo Nogueira da Fonseca frisou para a população a importância de sempre verificar se o veículo foi realmente trancado, visto que há criminosos utilizando dispositivo bloqueador de sinal para evitar que as portas dos veículos fechem e assim subtrair pertences das vítimas.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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