POLÍCIA
Polícia Civil prende nove integrantes de organização criminosa envolvida em homicídio em Juína
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Os sete suspeitos maiores de idade foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Os dois adolescentes, de 16 e 17 anos, responderão por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.
O crime que vitimou Bruno Oliveira da Silva, de 30 anos, ocorreu na madrugada de sábado (12.08), em um bar no bairro Módulo 05. Na ocasião, a vítima havia pedido uma bebida no bar, quando chegaram dois homens armados, chamaram a vítima pelo nome e efetuaram os disparos.
A prisão dos suspeitos e apreensão dos menores ocorreu após os policiais da Delegacia de Juína receberem informações de um dos autores do homicídio que estaria escondido na residência de um comparsa, onde também estariam outros integrantes da facção criminosa.
O dono da referida residência era considerado foragido da Justiça e estava com mandado de prisão em aberto, expedido pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
Diante dos fatos, os policiais foram até a residência onde foram localizados diversos integrantes da organização criminosa, entre eles, o dono da casa que era considerado foragido. Ao perceber a presença dos policiais, o suspeito investigado pelo homicídio tentou fugir, pulando os muros, mas acabou detido pela equipe policial.
Também foi localizado na casa, o outro envolvido no homicídio, identificado como autor dos disparos contra a vítima. Junto ao grupo criminoso, foram apreendidas três armas de fogo, sendo duas pistolas 9mm com numeração adulterada e uma espingarda calibre 12, além de diversas munições de diferentes calibres.
Em continuidade às buscas na residência, foram apreendidas porções de pasta base de cocaína e cocaína, além de outras munições e os aparelhos celulares encontrados em posse dos suspeitos.Diante das evidências, o grupo foi conduzido à Delegacia de Juína junto aos materiais apreendidos.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binotti Filho, os suspeitos confessaram ser membros de uma organização criminosa e que estavam na cidade com objetivo de executar membros de uma facção criminosa.
“Essas informações, aliadas às armas apreendidas e ao homicídio da vítima, corroboram com os elementos levantados nas investigações da Polícia Civil, sendo que a prisão dos suspeitos possivelmente evitou outros homicídios que ocorreriam na cidade”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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