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Polícia Civil prende integrante de facção envolvido em homicídio e apreende armamento pesado e munições

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Policiais civis de Mirassol d’Oeste prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (16.01) dois integrantes de uma facção criminosa envolvidos em um homicídio ocorrido horas antes na cidade. Um criminoso foi preso e outro morreu após entrar em confronto com as equipes policiais. 

Durantes as diligências em buscas pelos autores do homicídio, um dos criminosos fez disparos contra as equipes, no centro da cidade, na tentativa de escapar do cerco policial. Ele estava armado com um fuzil 762. 

A quadrilha estava utilizando armamento de grosso calibre e no confronto com os policiais civis, um dos criminosos foi alvejado, socorrido, mas foi a óbito no hospital de Cáceres. Identificado como Eurico Moacyr de Oliveira Junior, de 27 anos, ele é membro de uma facção e estava junto com o grupo que foi a Mirassol d’Oeste para executar Rodolfo Gonçalves da Silva.

A equipe da Delegacia de Mirassol identificou a residência que serviu de apoio logístico à quadrilha e apreendeu no local, dezenas de munições de calibre .40 e 762, mais 318 munições de calibres 9mm e 12, além de armas de longo alcance e pistolas.

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Os policiais chegaram à residência no momento em que um veículo Toyota Rav fazia manobra para entrar no local. As equipes verbalizaram com o condutor para descer do veículo e, neste momento, os criminosos dispararam contra os policiais. O motorista fez uma manobra para fugir e bateu em um prédio nas imediações, depois desceu do veículo armado com um fuzil e entrou em uma edificação em construção.

Depois de fazer o cerco ao local, os policiais civis entraram no prédio e localizaram o suspeito, que estava com um fuzil 556, contudo, ele novamente fez um movimento de mira contra as equipes. Foi acionado o socorro da ambulância local e o criminoso levado ao Hospital Samuel Greve e depois encaminhado a Cáceres, onde foi a óbito.

Em continuidade às diligências, as equipes da Polícia Civil apreenderam as armas dentro do Toyota Rav e na residência de apoio encontraram documentos e mais munições de calibres diversos.

Enquanto os policiais faziam varredura na casa, um suspeito, de 35 anos,chegou ao local, em uma motocicleta Yamaha preta. Ele informou que havia alugado a residência para membros da organização criminosa, que estava na cidade a fim de executar desafetos, e que o contrato da casa estava em seu nome. Na foram apreendidos tabletes de entorpecentes. 

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As diligências contaram com apoio das Delegacias de São José dos Quatro Marcos, Porto Esperidião, Rio Branco, Cáceres e Araputanga.

As buscas continuam para localizar os integrantes da facção envolvidos no homicídio da vítima Rodolfo Gonçalves da Silva, de 25 anos.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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