POLÍCIA
Polícia Civil prende homens que usaram nome de fazenda para aplicar golpes em comércio de Cáceres
POLÍCIA
Dois homens, que estavam utilizando o nome de uma fazenda, em Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá) para aplicar golpes em empresas na cidade, foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na quinta-feira (13.10), em ação da Delegacia Especial de Fronteira (Defron).
Os suspeitos, entre eles o dono de uma borracharia, foram surpreendidos no momento da entrega de material adquirido por meio do golpe e autuados em flagrante pelo crime de estelionato.
As investigações iniciaram após o gerente financeiro da fazenda procurar a Defron, relatando que uma pessoa estava aplicando golpes em nome da propriedade e fazendo compras fraudulentas em diversos estabelecimentos comerciais. Entre as compras realizadas em nome da fazenda, foi faturado o valor de R$ 6 mil em baterias, que seriam entregues no dia 13 de outubro.
Diante das informações, os policiais da Defron iniciaram as diligências para identificar e prender os envolvidos no golpe. Durante o monitoramento da empresa que fez a entrega das baterias, os policiais realizaram a abordagem de um homem, que disse ter sido contratado pelo valor de R$ 100 para pegar os itens e fazer o frete, mostrando mensagens de celular que comprovavam a sua versão.
Em continuidade às diligências, os policiais foram com o contratado realizar a entrega das baterias, momento em que os golpistas entraram em contato mudando o local. No primeiro momento, foi marcada a entrega em um posto de combustível, porém logo em seguida o golpista ligou novamente, dizendo que a entrega fosse feita nas proximidades do estabelecimento com o fim de evitar o registro de câmeras de segurança.
Assim que o motorista chegou ao local indicado, um dos suspeitos, que estava em um veículo Saveiro, começou a pegar transferir as baterias de um carro para outro, momento em que foi realizada a abordagem policial. Questionado, o suspeito disse que estava buscando as baterias a mando do dono de uma borracharia, e que estava responsável por pagar os R$ 50 pelo frete dos produtos.
Os policiais seguiram para a borracharia, onde o proprietário também foi detido e confessou que havia contratado o frete para buscar as baterias adquiridas por meio ilícito. Diante dos fatos, os dois suspeitos foram conduzidos à Defron, onde após serem interrogados pela delegada, Bruna Caroline Fernandes de Laet, foram autuados em flagrante pelo crime de estelionato.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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