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Polícia Civil prende em Juína um dos foragidos por latrocínio de funcionária de bar

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Um dos autores do latrocínio da funcionária de um bar, ocorrido em fevereiro em Sinop, foi preso na noite desta terça-feira (05.03), na zona rural de Juína, pela equipe da delegacia do município.

Eduardo Alves Morastico Niro, de 22 anos, estava com a prisão preventiva decretada pela Comarca de Sinop após ser identificado nas investigações da Divisão de Homicídios de Sinop como um dos autores do latrocínio que vitimou Maíra Cristina Vergutz, de 37 anos, morta com um disparo na cabeça

O crime ocorreu no dia 09 de fevereiro, em um bar onde a vítima trabalhava, no bairro Jacarandás. Maíra estava com o filho que havia levado para o trabalho e, durante a ação criminosa, a criança foi feita de refém pelos suspeitos, que invadiram o estabelecimento para roubar.

A Divisão de Homicídios identificou três, dos quatro envolvidos no latrocínio, que participaram diretamente do crime, entre eles o autor do disparo contra a funcionária.

O delegado Bráulio Junqueira explicou que a vítima morreu tentando defender o filho dos suspeitos. “Três suspeitos entraram no bar e renderam clientes e funcionários, e mandaram todos para o fundo do estabelecimento. Mas a vítima não obedeceu e foi em direção ao filho, que estava refém do suspeito e fez o disparo contra ela”, detalhou.

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Bráulio explicou que o crime, tratado inicialmente como homicídio, foi um assalto frustrado que terminou com a morte da funcionária. “Eles foram lá com a intenção de roubar um dos veículos que estava estacionado em frente ao bar, mas um dos suspeitos acabou atirando contra a funcionária e fugiram sem levar o veículo”, acrescentou.

As investigações continuam para identificação do quarto envolvido no crime, que deu apoio na fuga dos suspeitos.

Prisão em Juína

A equipe de investigação da Delegacia de Juína recebeu informações de que havia um foragido se escondendo em um sítio, no Distrito de Terra Roxa, a 60 quilômetros da cidade.

Em diligências no local informado, os policiais civis confirmaram que o foragido era o procurado pelo latrocínio em Sinop, que se escondeu na casa de um familiar. Ao ver a equipe policial, ele não esboçou reação e confirmou que participou com outras três pessoas do roubo em Sinop, quando um dos seus comparsas acabou atirando na funcionária do bar. Ele contou ainda que ficou na cidade por alguns dias e depois fugiu para Juína.

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Outro foragido

A Polícia Civil continua em busca de um dos envolvidos, Luan Ferreira Rodrigues, conhecido como Buda, identificado como o autor do disparo contra a funcionária do bar. Denúncias que possam levar ao paradeiro dele pode ser feitas ao telefone 197 da Polícia Civil, com o sigilo garantido.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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