POLÍCIA
Polícia Civil prende dois homens por maus-tratos de animais em Cuiabá
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), realizou na manhã desta quarta-feira (20.04), a checagem de denúncia de um crime de maus-tratos contra três cachorros em uma residência no bairro Ouro Fino em Cuiabá.
Duas pessoas que eram responsáveis pelos cães foram presas em flagrante pelo crime de maus-tratos contra animais, previsto no artigo 31 da Lei de Crimes Ambientais, com pena de reclusão por se tratar de crime cometido contra cães ou gatos.
Em diligências no local, os policiais da Dema encontram um cachorro em visível estado de abandono, desnutrido, sem água e quase sem forças para se locomover. Segundo a denúncia, os outros dois cães que ficavam na casa morreram por abandono e falta de comida, água e ambiente adequado.
O local é uma casa abandonada, com outra contígua, onde mora o irmão do proprietário dos cães, que cria outros animais no mesmo espaço, mas não tomou as providências para evitar o sofrimento dos cachorros ou solicitou ajuda ou encaminhamento deles para o órgão competente.
Diante dos fatos, os dois suspeitos foram conduzidos à Dema, onde foram autuados em flagrante pelo crime de maus-tratos de animais, sendo posteriormente encaminhados para audiência de custódia.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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