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Polícia Civil prende cinco pessoas envolvidas em homicídio de empresário em Nova Xavantina

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Cinco pessoas envolvidas no homicídio de um empresário em Nova Xavantina (645 km a leste de Cuiabá) foram autuadas em flagrante pela Polícia Civil, na quarta-feira (28.06), em diligências ininterruptas realizadas pela equipe de investigadores da Delegacia do município.

Entre os envolvidos estão três homens, uma mulher e um adolescente, todos apontados como integrantes de uma organização criminosa. Os suspeitos foram localizados em uma residência onde também foram apreendidos munições, roupas e o veículo utilizado no crime.

O crime que vitimou o empresário, Joaquim Fernandes Gomes, de 45 anos, ocorreu na no meio da tarde de segunda-feira (26), quando os suspeitos armados abordaram a vítima, em sua loja de motocicletas. O empresário saiu correndo pelas ruas, porém foi perseguido pelos suspeitos, que efetuaram vários disparos.

Durante a perseguição, a vítima foi atingida e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito em via pública, no bairro União. Um idoso de 88 anos que estava na porta de casa, no momento em que os criminosos perseguiam a vítima, também foi atingido com um disparo no pé.

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Assim que foi acionada do homicídio, a equipe da Delegacia de Nova Xavantina iniciou as diligências para identificar e prender os autores do crime. Durante os trabalhos, três homens, uma mulher e um adolescente tiveram participação identificada no crime.

Os suspeitos foram localizados em uma residência em posse de diversos objetos de origem ilícita, sendo apreendidos no local, as cápsulas das munições deflagradas, as roupas que os envolvidos usavam no momento do crime e também o veículo utilizado pelos criminosos.

Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Nova Xavantina, onde após serem interrogados, os adultos foram autuados em flagrante pelo crime de homicídio qualificado, integrar organização criminosa e corrupção de menores. O adolescente responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado e integrar organização criminosa.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Raphael Diniz Garcia, os suspeitos no homicídio do empresário já eram investigados pela Polícia Civil por outros fatos envolvendo organização criminosa.

“A primeira linha de investigação, aponta que a motivação do crime seja a rivalidade entre facções criminosas.A equipe policial trabalhou incessantemente na identificação e prisão dos criminosos, para dar a pronta resposta à população em relação ao crime que chocou a cidade”, disse o delegado.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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