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Polícia Civil prende autor de aplicar salve em suspeito de furtar conveniência em Lucas do Rio Verde

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Um jovem acusado de aplicar um “salve” em uma pessoa que supostamente teria praticado um furto em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá), foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na segunda-feira (07.11). Na ação foram apreendias porções de drogas e dinheiro.

O suspeito de 23 anos, apontado como integrante de facção criminosa, foi autuado pelos crimes de tortura com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As diligências iniciaram após informação sobre um homem que teria dado entrada no hospital, vítima de agressões físicas e disparos de arma de fogo, depois de ter levado um “corretivo” por ter furtado duas caixas de som de um estabelecimento comercial.

Conforme apurado, três suspeitos abordaram a vítima e exibiram um vídeo dela subtraindo os produtos da conveniência. Em seguida os suspeitos juntaram as mãos da vítima, desferiram diversas chicotadas em suas costas e efetuaram disparos de arma de fogo atingindo os seus membros.

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Durante diligências os policiais civis identificaram os participantes do “salve”, os quais já vinham sendo investigados por integrarem uma associação criminosa envolvida com o tráfico de drogas na região, bem como um deles exercia a função conhecida como “disciplina”.

Com base nas suspeitas, a equipe foi até a casa do primeiro suspeito no bairro Rio Verde, onde ele foi surpreendido na posse de várias porções de cocaína, balança de precisão e dinheiro. Diante dos fatos, o rapaz foi levado para Delegacia de Polícia.

Ato contínuo os investigadores foram até outro endereço no bairro Bandeirantes, e apreenderam porções de maconha, anotações relacionadas ao comércio ilícito de entorpecentes, um coldre de revólver, celular, entre outros materiais. Na ocasião o segundo procurado não foi localizado.

Já na Delegacia de Lucas do Rio Verde, o conduzido de 23 anos foi interrogado e autuado pelos crimes de tortura com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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Após a confecção dos autos, o preso foi colocado à disposição da Justiça. As investigações continuam visando identificar e prender os outros envolvidos.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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