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Polícia Civil leva serviços da Delegacia Itinerante a moradores do Distrito da Guia, em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou nesta semana o projeto Delegacia Itinerante levando serviços da instituição, como registros de boletins de ocorrência, oitivas e informações à população do Distrito de Nossa Senhora da Guia, no município de Cuiabá.

A iniciativa é da Coordenadoria de Polícia Comunitária com o objetivo de levar os serviços a locais que não possuem unidades fixas da instituição, com atendimento prioritário e humanizado e a integração com a sociedade em ações de segurança pública.

Os atendimentos foram realizados na quinta-feira, durante todo o dia, na praça central do Distrito da Guia e contaram também com a participação da Polícia Militar, por meio do 1º Comando Regional e 10º Batalhão, e apoio do Conselho de Segurança Comunitária.

O coordenador de Polícia Comunitária, delegado Carlos Francisco, explica que muitas vezes os moradores de áreas mais distantes do centro urbano e de localidades rurais não conseguem se locomover para ter acesso a esses serviços. “É aí que entra a equipe da Delegacia Itinerante, para facilitar o acesso e levar a Polícia Civil mais próximo do cidadão e incentivar a busca por informações e direitos básicos”, informou o delegado.

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Foram disponibilizados serviços como registro de boletim de ocorrência e atendimentos a vítimas de violência doméstica e familiar, crianças e adolescentes em situação de violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente e idosos em situação de violação do Estatuto da Pessoa Idosa.

As equipes da Polícia Civil realizaram oitivas de testemunhas e vítimas, entrega de intimações e formalização de termos de renúncia. Os serviços foram realizados dentro do ônibus da Polícia Civil, climatizado e com equipamentos disponíveis para os registros.

Amanda Vicente é moradora do distrito e aprovou a iniciativa da Delegacia Itinerante. “É uma forma do Estado abraçar a comunidade, muitas vezes há pessoas que sofrem diversas formas de violência e aqui podem ter esse alcance do serviço”.

Para Rubens da Silva, um dos moradores mais conhecidos do Distrito da Guia, a Delegacia Itinerante significa inclusão. “Há moradores aqui que tem algum tipo de deficiência e muitas vezes necessitam se deslocar a Cuiabá para fazer um boletim de ocorrência”.

A Delegacia Itinerante foi aprovada pelo Conselho Superior de Polícia e contará com o apoio logístico e operacional da unidade responsável pela respectiva área de atuação.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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