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Polícia Civil investiga advogado suspeito de aplicar golpe milionário em Cuiabá

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), instaurou investigação preliminar, nesta sexta-feira (25.03), para apurar fatos envolvendo um advogado suspeito de aplicar golpe milionário, em aproximadamente 70 vítimas e prejuízo estimado de R$ 60 milhões.

Os primeiros boletins de ocorrência registrados pelas vítimas chegaram ao conhecimento da Decon na tarde dessa quinta-feira, sendo a investigação instaurada nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira.

Segundo informações preliminares coletadas pela Delegacia do Consumidor, o número de vítimas pode chegar a aproximadamente 70, e algumas das pessoas que foram lesadas disseram que o prejuízo pode chegar a R$ 60 milhões de reais.

Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, inicialmente os fatos estão sendo tratados como crime de estelionato, uma vez que as vítimas ouvidas até o momento disseram que negociaram em particular com o suspeito. “As informações até o momento apontam que não eram criados grupos com líderes para atrair novos investidores para uma suposta pirâmide financeira, porém a capitulação legal pode mudar durante as investigações”, disse o delegado.

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A Delegacia do Consumidor vai montar uma força tarefa para ouvir todas as vítimas que registrarem boletins de ocorrência com o objetivo de concluir as investigações no menor prazo possível e de converter o auto de investigação preliminar em inquérito policial, logo após as primeiras oitivas formais e a colheita de elementos de informação que comprovem a materialidade delitiva do crime.

As vítimas podem registrar boletim de ocorrência pela Delegacia Virtual (https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam) ou em qualquer Delegacia de Polícia Civil do Estado, podendo procurarem a Delegacia do Consumidor, na Avenida Dante Martins de Oliveira s/nº bairro Planalto, durante o horário comercial, de segunda a sexta-feira, para ser ouvidas.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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