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Polícia Civil indicia grupo organizado para prática de rinhas de galo com apostas de altos valores

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Um grupo organizado para prática de “rinhas de galo”, com apostas que somam milhões de reais foi identificado pela Polícia Civil, em inquérito policial instaurado na Delegacia de Brasnorte para apurar denúncias sobre os fatos. A conclusão das investigações foi encaminhada nesta semana ao Poder Judiciário com indiciamento de três pessoas pelos crimes de associação criminosa e maus-tratos de animais.

Após diversas denúncias referente a um grupo de pessoas, entre elas políticos do município, que atuava com rinhas de galo, a equipe da Delegacia de Brasnorte iniciou a busca por elementos que comprovassem os fatos, conseguindo identificar uma chácara onde estariam alguns animais e também onde ocorreriam as disputas.

Em diligências na propriedade, foi possível avistar de longe animais e os objetos destinados à prática criminosa. No local, foi identificado que os galos ficavam em uma parte separada da propriedade, denominada “rinheiro”, que também seria onde as brigas entre os animais aconteciam.

Segundo informações, os galos que estavam no local pertenciam a donos distintos e constantemente recebiam medicações, supostamente para serem preparados para as disputas.

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Os confrontos entre os animais geralmente aconteciam em finais de semana e reunia pessoas de outras cidades, como Juara e Campo Novo dos Parecis, que vinham para assistir as brigas e fazer apostas em dinheiro. Denúncias relataram que um dos indiciados constantemente se gabava de ter ganho R$ 100 mil em uma única luta entre os animais.

O delegado responsável pelas investigações, Eric Fantin, relata ainda que no criadouro foi identificada a existência de 10 galos para cada galinha, uma vez que a reprodução não teria com fim a quantidade e sim a melhoria genética, feita sem conhecimentos técnicos necessários, pelos responsáveis pelos animais.

“Era uma reprodução feita a ‘olho’, em que o que se buscava era a criação de galos ‘bom de briga’”, ressalta o delegado.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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