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Polícia Civil indicia grupo organizado para prática de rinhas de galo com apostas de altos valores

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Um grupo organizado para prática de “rinhas de galo”, com apostas que somam milhões de reais foi identificado pela Polícia Civil, em inquérito policial instaurado na Delegacia de Brasnorte para apurar denúncias sobre os fatos. A conclusão das investigações foi encaminhada nesta semana ao Poder Judiciário com indiciamento de três pessoas pelos crimes de associação criminosa e maus-tratos de animais.

Após diversas denúncias referente a um grupo de pessoas, entre elas políticos do município, que atuava com rinhas de galo, a equipe da Delegacia de Brasnorte iniciou a busca por elementos que comprovassem os fatos, conseguindo identificar uma chácara onde estariam alguns animais e também onde ocorreriam as disputas.

Em diligências na propriedade, foi possível avistar de longe animais e os objetos destinados à prática criminosa. No local, foi identificado que os galos ficavam em uma parte separada da propriedade, denominada “rinheiro”, que também seria onde as brigas entre os animais aconteciam.

Segundo informações, os galos que estavam no local pertenciam a donos distintos e constantemente recebiam medicações, supostamente para serem preparados para as disputas.

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Os confrontos entre os animais geralmente aconteciam em finais de semana e reunia pessoas de outras cidades, como Juara e Campo Novo dos Parecis, que vinham para assistir as brigas e fazer apostas em dinheiro. Denúncias relataram que um dos indiciados constantemente se gabava de ter ganho R$ 100 mil em uma única luta entre os animais.

O delegado responsável pelas investigações, Eric Fantin, relata ainda que no criadouro foi identificada a existência de 10 galos para cada galinha, uma vez que a reprodução não teria com fim a quantidade e sim a melhoria genética, feita sem conhecimentos técnicos necessários, pelos responsáveis pelos animais.

“Era uma reprodução feita a ‘olho’, em que o que se buscava era a criação de galos ‘bom de briga’”, ressalta o delegado.

Fonte: PJC MT

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Ex-secretária e empresários são alvos de investigação sobre contratos públicos em Livramento

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quinta-feira (15), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.

Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.

A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.

Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.

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Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.

No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.

Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.

Ordens judiciais

Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.

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Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.

Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.

Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.

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