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Polícia Civil incinera mais de 170 quilos de entorpecentes em Comodoro

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Mais de 170 quilos de entorpecentes, entre maconha e cocaína, foram incinerados pela Polícia Civil, na segunda-feira (09.10), no município de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá).

O ato de destruição da droga foi realizado em uma empresa privada, mediante autorização expedida pela Poder Judiciário da Comarca local, sendo a primeira incineração deste ano de 2022.

O carregamento das embalagens contendo tabletes de substâncias ilícitas foram levados até o local da queima, após planejamento de segurança organizado pela Delegacia de Polícia de Comodoro e sob forte escolta policial.

Dentre o montante de droga incinerada, está uma apreensão de 150 tabletes de cocaína, ocorrida no dia 21 de março. O entorpecente estava ocultado em um compartimento no assoalho de um caminhão.

Na ocasião o veículo foi abordado em um posto de combustível na BR 364, na cidade de Campos de Júlio, e o motorista do caminhão preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Conforme o delegado de Comodoro, Ricardo Marques Sarto, essa incineração representa um prejuízo aos traficantes atuantes na região de fronteira, estimado em cerca de R$ 5 milhões.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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