POLÍCIA
Polícia Civil esclarece homícidio ocorrido em penitenciária e identifica autores
POLÍCIA
Um homicídio ocorrido no interior da Penitenciária Major Eldo de Sá Correa, conhecida como “Mata Grande” em Rondonópolis, foi esclarecido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município.
Dois detentos autores do crime, ambos com extensa ficha criminal, tiveram os mandados de prisões preventivas decretados pela Justiça e cumpridos pelos policiais civis da DHPP.
No dia 11 de maio a Polícia Civil foi acionada após o reeducando Ronair Alves de Oliveira, 20 anos, ser localizado sem vida dentro de uma das celas da unidade prisional, pendurado na grade e com um lençol enrolado no pescoço.
Já no início das verificações preliminares a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), descartou a prática de suicídio, razão pela qual a ocorrência passou a ser tratada como homicídio.
Na ocasião todos os detentos que estavam na mesma cela da vítima foram encaminhados até a DHPP, para serem ouvidos e, após oitivas, apurou-se que dois deles foram responsáveis por levar a vítima até o banheiro da cela e lá a executaram asfixiada.
Durante as diligências foi identificado que os autores integram uma organização criminosa e executaram Ronair Alves de Oliveira, por motivos de vingança, pois ele matou a sogra na cidade de Poxoréu, no dia 08 de maio, e deu entrada na Mara Grande na tarde anterior do crime, 10 de maio.
Conforme os delegados que coordenaram as investigações, Karla Cristina Peixoto Ferraz e João Paulo Praisner, os autores tiveram as prisões preventivas decretadas e foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, integrar organização criminosa e fraude processual, haja vista que tentaram inovar artificiosamente o local do crime a fim de parecer que a vítima havia se suicidado.
“Um dos autores de 19 anos possui condenações pelos delitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. O segundo envolvido, de 23 anos, encontra-se preso pela prática de homicídio triplamente qualificado praticado no município de Juscimeira. Ou seja, não há dúvidas que são indivíduos de alta periculosidade”, destacou o delegado João Paulo Praisner.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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