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Polícia Civil entrega novos equipamentos a delegacias de mais oito regionais de Mato Grosso

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A equipe da Polícia Civil responsável por transportar equipamentos de infraestrutura para as delegacias nos mais diferentes pontos de Mato Grosso percorreu nos últimos meses milhares de quilômetros nas regiões norte, nordeste e noroeste do estado para que os resultados dos investimentos feitos pela instituição chegassem aos servidores desses locais. O investimento feito pela Polícia Civil na aquisição dos materiais de infraestrutura apenas neste ano é superior a R$ 1 milhão. 

Equipamentos como mesas, cadeiras, bebedouros, aparelhos de ar condicionado e cofres para guarda de armas e materiais apreendidos foram adquiridos com recursos do programa do Governo do Estado, MT Mais, e de emendas parlamentares estaduais e federais que possibilitaram à Polícia Civil fazer frente às necessidades de melhoria das delegacias, refletindo em melhor atendimento à população.

De acordo com a Coordenadoria de Desenvolvimento Institucional, da Diretoria de Execução Estratégica, receberam os mobiliários novos as delegacias das Regionais de Alta Floresta, Guarantã do Norte, Juína e Vila Rica.

Ressaltando que, apenas nesse primeiro semestre, a equipe percorreu em torno de nove mil quilômetros rodados, entre ida e volta, para que os materiais fossem entregues nas unidades policiais.

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“Os policiais civis que realizam esse trabalho atuam de forma voluntária para fazer esse transporte e entrega dos materiais que leva valorização aos servidores que atuam nas delegacias mais longínquas. Além disso, o mobiliário novo também proporciona um ambiente melhor de trabalho e de atendimento”, garantindo com isso melhores condições de trabalhos dos nossos policiais, bem como, oferecer serviços de excelência aos cidadãos, aumentando com isso a sensação de segurança comentou Moacir Menezes.

Os recursos das emendas parlamentares e do Programa Mais MT também possibilitaram que a Polícia Civil fizesse investimento na aquisição de viaturas para transporte de presos, computadores, além de identidades funcionais e distintivos para delegados, escrivães e investigadores.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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