POLÍCIA
Polícia Civil encontra corpo em zona rural de São José do Xingu
POLÍCIA
A Polícia Civil localizou, na manhã desta quarta-feira (21.10), um corpo em uma região de mata às margens da MT-322, na saída da balsa do Rio Xingu, na zona rural de São José do Xingu. Os restos mortais foram encontrados enterrados em uma cova rasa e a principal suspeita é de que possam pertencer a um trabalhador de 23 anos desaparecido desde o dia 30 de março na região.
A localização do corpo resulta das investigações da Delegacia de São José do Xingu, que apura o desaparecimento e os crimes de homicídio e ocultação de cadáver de um homem vindo do Tocantins, com três colegas para trabalhar em uma fazenda. As buscas contaram com o apoio de cães do Corpo de Bombeiros de Barra do Garças.
Segundo as investigações, no dia do desaparecimento, o trabalhador saiu da propriedade rural em direção à cidade para comprar mantimentos que estavam faltando na fazenda, mas não retornou. Desde a comunicação do desaparecimento, a equipe da Polícia Civil realiza diligências para apuração dos fatos.
A principal linha de investigação aponta que a vítima pode ter sido executada por suspeitas de integrar uma facção criminosa rival à dos investigados. Essa suposta rivalidade teria motivado a ordem para o crime.
Dias após o desaparecimento, a motocicleta da vítima foi encontrada queimada em outra área de mata, a aproximadamente 10 quilômetros do local onde os restos mortais foram localizados nesta quarta-feira (21). A suspeita é de que a destruição do veículo e a distância que que foi localizado tenha sido uma estratégia para dificultar o trabalho investigativo e a localização do corpo da vítima.
A identidade do corpo ainda precisa ser confirmada por meio de exames periciais. As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar todos os envolvidos.
POLÍCIA
Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.
As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.
As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.
A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.
Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.
A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.
Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.
Operação Scutum Innocentia
Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.
Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.
“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.
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