POLÍCIA
Polícia Civil de MT cumpre mandados de buscas em apoio à operação de combate a fraudes eletrônicas
POLÍCIA
Dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de atuarem em crime de fraude eletrônica foram cumpridos pela Polícia Civil de Mato Grosso, na manhã desta terça-feira (17.05), em ação da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes, em apoio à Operação Loki, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo.
As investigações realizadas pela Delegacia de Theodoro Sampaio (SP) e Santo Anastácio (SP) identificaram dois alvos em Cuiabá, envolvidos em crimes de fraude eletrônica, de aplicação de golpes pela internet. Com base nas apurações, foi solicitado o apoio da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes para cumprimento de mandados de busca e apreensão na Capital mato-grossense.
Durante o cumprimento das buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, cartões bancários de diversas instituições financeiras, maquininha do Mercado Pago, cadernetas, entre outros objetos que contribuirão para as investigações em andamento.
Segundo o delegado da Delegacia de Estelionato, Alexandre da Silva Nazareth, responsável pelo cumprimento dos mandados em Cuiabá, o material apreendido será encaminhado para São Paulo, uma vez que as investigações e o inquérito policial correm por lá. “Todo trabalho de perícia também será realizado em São Paulo, já havendo autorização do Poder Judiciário de lá para extração e análise dos aparelhos celulares”, explicou o delegado.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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