POLÍCIA
Polícia Civil cumpre prisão de presidente da Câmara de Nova Nazaré por duplo homicídio em Rondônia
POLÍCIA
Camila Molina/Polícia Civil-MT
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá), cumpriu nesta segunda-feira (07.03), dois mandados de prisão, sendo um deles contra presidente da câmara do município de Nova Nazaré, (796 km a leste de Cuiabá) e outros contra o seu irmão, empresário no estado de Goiás.
Os irmãos, que estavam usando identidades falsas, estavam com mandados de prisão decretados pela Justiça por duplo homicídio ocorrido na cidade de Ariquemes (RO), no ano de 2007. Com eles foram apreendidas armas de fogo. Além das ordens judicias cumpridas eles responderão pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica, falsa identidade e uso de documento falso.
O vereador por dois mandatos e futuro candidato a prefeito do município de Nova Nazaré responde a vários procedimentos na Delegacia Municipal de Água Boa por crimes de furto, ameaça, furto de gado, apropriação indébita, posse irregular de arma de fogo, receptação e direção perigosa. Ele também possui diversas passagens criminais na cidade Aruanã (GO) por furto em zona rural, lesão corporal, posse ilegal de arma de fogo e receptação.
As investigações realizadas pela Delegacia de Água Boa descobriram que o vereador e seu irmão participaram do crime de homicídio ocorrido no dia 1º de janeiro de 2007 em Ariquemes (RO), ocasião em que duas pessoas foram mortas por disparos de arma de fogo.
Entre os envolvidos no homicídio, uma pessoa foi presa e os dois irmãos eram considerados foragidos. Segundo apurado, após os fatos os suspeitos foragiram da cidade e assumiram novas identidades e após troca de informações entre as Polícias de Ariquemes e Água Boa foi possível identificar a verdadeira identidade dos suspeitos.
Com a nova identidade, o suspeito foi morar no município de Nova Nazaré, onde foi eleito vereador por duas vezes e atualmente estava como presidente da Câmara, contudo não deixou de cometer crimes. O seu irmão tornou-se empresário, dono de um comércio, na cidade de Aruanã (GO).
Em conjunto com a Polícia Militar de Goiás e equipe da Polícia Civil de Nova Crixás (GO), os investigadores da Delegacia de Água Boa cumpriram o mandado de prisão em desfavor do suspeito que estava no estado de Goiás. No mesmo horário foi dado cumprimento ao mandado de prisão na cidade de Nova Nazaré, em desfavor do presidente da Câmara.
Segundo o delegado regional de Água Boa, Valmon Pereira da Silva, o trabalho de identificação e prisão dos suspeitos só foi possível graças as informações cedidas pelo Instituto de Identificação de Rondônia e do Goiás, assim como, o trabalho feito pela Papiloscopia de Barra do Garças, que prontamente forneceu suporte para o cumprimento dos mandados e também dos Peritos Papiloscopistas de Tocantis, que elaboraram o Laudo Prosoprográfico.
“É um caso de grande repercussão, uma vez que os suspeitos foragiram do seu estado de origem e utilizando identidades falsas, fizeram a vida nos estados de Mato Grosso e Goiás, onde continuam com a prática de crimes, inclusive utilizando a política para cometimento dos fatos”, disse o regional.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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