POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados de buscas contra adolescentes suspeitos de planejar massacre em Lucas do Rio Verde
POLÍCIA
A operação tem como foco o combate às situações de ameaças de ataques nas escolas, sendo que, concomitantemente, a Promotoria de Justiça já está realizando as audiências dos menores. Até o momento, 21 adolescentes já foram oitivados.
Os mandados de busca e apreensão foram decretados pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Lucas do Rio Verde que identificaram adolescentes envolvidos no planejamento de um suposto massacre em duas escolas da cidade, que ocorreria no dia 20 de abril. Os menores também chegaram a cogitar a hipótese de um terceiro ataque, em uma creche do município.
Diante dos levantamentos e da identificação dos menores, a delegada Ana Carolinne Mortoza Lacerda Terra, representou pela expedição de mandados de internação e de busca e apreensão domiciliar contra os adolescentes, com objetivo de apreender telefones, computadores, armas e outras objetos que poderiam estar relacionados aos possíveis atentados. Todavia, as internações não foram deferidas de início.
Também foram deferidas ordens de condução dos menores à delegacia para oitivas e acareações. Durante a manhã, foram realizadas as oitivas dos adolescentes que tiveram o envolvimento identificado no planejamento dos possíveis mandados e também de outros menores por eles indicados.
As buscas tiveram apoio dos Delegados João Antônio e Paulo Brambilla, bem como dos policiais da Unidade de Lucas do Rio Verde, resultando na apreensão de um simulacro de arma de fogo, e diversos aparelhos celulares. No telefone de um dos adolescentes foram encontradas diversas fotos dele em posse de armamento pesado, além de informações de uma possível relação dele com uma facção criminosa.
Segundo a delegada Ana Carolinne, no decorrer da semana passada, mais de 10 adolescentes já tinham sido conduzidos à delegacia, para serem ouvidos, muitos em posse de arma branca, partindo deste ponto daí, o levantamento das informações.
Durante os trabalhos, foram lavrados cinco Boletins Circunstanciados de Ocorrência (BOCs), referentes às ameaças e posse de arma branca, bem como instaurado um procedimento de apuração de ato infracional referente aos tipos penais do artigo 147 do CPB e do artigo 41 da LCP.
“Nesse último procedimento, estávamos apurando, ainda, a informação de que um adolescente estaria cooptando outros menores na porta da escola, entregava uma faca para eles e combinava o que cada um deveria fazer, no dia do atentado, previsto para o dia 20 de abril”, disse a delegada.
As oitivas continuam em andamento e quando concluídas, todo o procedimento será encaminhado ao MP, para que haja a responsabilização dos adolescentes de forma mais célere possível. Os adolescentes deverão responder pela prática de atos infracionais.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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