POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados contra autores intelectuais de duplo homicídio de jovens em tribunal do crime
POLÍCIA
A Delegacia de Polícia de Tapurah deflagrou nesta terça-feira (29) a operação “Veredicto” para cumprir ordens de prisão preventiva contra um advogado e dois líderes de uma facção criminosa, todos custodiados no sistema prisional do estado.
A operação conta com apoio da Delegacia Regional de Nova Mutum e os mandados foram cumpridos em Sinop, onde os três investigados estão detidos em função de outras investigações.
A investigação apontou que os líderes da facção são os autores intelectuais da morte de Riquelme Souza Félix, 22 anos e Joel Pereira da Silva, 26 anos, e tiveram o auxílio do advogado na ação do “tribunal do crime que culminou com as mortes dos jovens.
As vítimas foram sequestradas e, posteriormente, amarradas em um local de mata próximo ao município de Itanhangá, em abril de 2022. No local, os executores realizaram uma videochamada com os líderes da facção para decidirem sobre a morte das vítimas.
Nesse período, um dos líderes solicitou ajuda ao advogado para fazer um levantamento de informações a respeito de possíveis passagens criminais das vítimas nos estados de Pernambuco e de São Paulo. Desta forma, o advogado, em tempo real, enviou cópias das consultas feitas nos tribunais de justiça, mesmo tendo ciência de que as vítimas estavam amarradas e subjugadas em poder de criminosos. Logo depois, as vítimas, ainda vivas, foram torturadas e esfaqueadas até serem decapitadas. Os executores gravaram toda a cena e enviaram os vídeos para os líderes criminosos.
Conforme apurou a investigação, as lideranças determinaram a dupla decapitação das vítimas, enquanto o advogado auxiliou no ‘veredito’ de morte fornecendo as informações determinantes. “Assim, o advogado aderiu à conduta dos líderes e consentiu com o resultado da morte, atuando à margem da lei e sem respeitar os princípios éticos que regem a entidade da categoria”, pontuou o delegado responsável pela investigação, Guilherme Pompeo.![]()
Desaparecimentos e execuções
Os dois jovens trabalhadores foram confundidos com integrantes de uma facção criminosa rival e executados brutalmente. Riquelme e Joel desapareceram em 29 de abril, quando não apareceram na empresa de construção civil onde estavam trabalhando, em Tapurah.
A partir do registro do desaparecimento, a Polícia Civil iniciou as investigações para chegar ao paradeiro dos dois rapazes e no dia 06 de maio, a delegacia do município recebeu uma informação de que havia dois corpos em uma área de mata, próximo ao limite com o município de Itanhangá. Os corpos estavam decapitados, já em decomposição e com mãos e pés amarrados. Após investigação, a Polícia Civil chegou à identificação dos cinco autores do crime, sendo três adultos e dois adolescentes.
Condenações
Dois adultos, autores dos homicídios, já foram julgados e receberam condenações que somam 60 anos de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Um deles passou pelo tribunal do júri em fevereiro e o outro em março deste ano.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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