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Polícia Civil cumpre mandado de prisão de três suspeitos de participação em roubo seguido de morte em Primavera do Leste

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Três homens investigados pela participação em um crime de latrocínio ocorrido no último dia 10 de outubro em Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá) tiveram mandados de prisão temporária cumpridos pela Polícia Civil, na segunda-feira (17.10), em ação conjunta da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município. 

Os suspeitos, de 29, 35 e 47 anos, tiveram os mandados de prisão decretados pela 2ª Vara Criminal de Primavera do Leste com base em investigações da Polícia Civil, sendo identificados como as últimas pessoas a estarem com a vítima.

O corpo da vítima, Thiago Silva dos Santos, de 24 anos, foi localizado já sem vida, em uma residência em construção no bairro Poncho Verde. A vítima, que estava morando no local há poucos dias, foi executada com instrumento contundente, apresentando ferimentos na cabeça, e teve o seu aparelho celular e a carteira com o salário do mês foram subtraídos. 

Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências para identificar e prender os envolvidos no crime com características de roubo seguido de morte. Durante os trabalhos, os policiais conseguiram identificar os autores do crime, que teriam passado a noite ma companhia da vítima antes de executá-la, tendo inclusive postado fotos em redes sociais juntos. 

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Os suspeitos e testemunhas foram ouvidos e apresentaram versões diferentes sobre o que teria ocorrido no dia dos fatos. 

Diante das evidências e com o objetivo de esclarecer os fatos e a motivação do crime, o delegado Allan Vitor Souza da Mata, representou pela prisão temporária dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça e cumprida nesta segunda-feira (17), pelos policiais da DHPP e da Derf de Primavera do Leste. 

“Nas oitivas, foram omitidas informações relevantes, sobretudo, sobre quem foram as últimas pessoas a estarem com a vítima, a qual, e o que pode ter sido a motivação de sua morte. As investigações seguem em andamento para esclarecer as reais circunstancias do fato e a motivação do crime”, disse o delegado.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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