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Polícia Civil cumpre buscas contra associação criminosa especializada em golpes utilizando dados de chips das vítimas

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, deflagrou nesta quarta-feira (07.05), a Operação Logout para cumprimento de 21 ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar em investigação que apura crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá e são cumpridas nas cidades de Mirassol D’Oeste, Arenápolis e Campo Grande (MS).

A investigação tem como alvo uma associação criminosa que utilizava indevidamente a credencial de acesso (logins) de funcionários de empresas terceirizadas para realizar a solicitação e troca de SIM Cards de linhas telefônicas de pessoas físicas e jurídicas.

O Sim Card é o chip atribuído a um número de terminal utilizado, dentre outros, em aparelhos celulares. Cada chip possui um número único ICCID (Integrated Circuit Card Identifier), que é utilizado para ser atribuído o número pelas operadoras de telefonia.

Com a alteração do SIM Card, a linha passa a funcionar no novo chip, que pode ser vinculado a outro aparelho. Caso o usuário não tenha fatores de autenticação mais seguros, é possível que, além de dados, aplicações vinculadas a linha sejam acessadas.

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Nas investigações, foi apurado que o grupo criminoso se utilizava de interpostas pessoas para – mediante cadastro biométrico – solicitar a mudança das linhas, o que viabilizou o acesso aos dados dos clientes.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Menezes, as medidas cautelares buscam apurar a finalidade do grupo, bem como a vantagem patrimonial auferida com os crimes, tendo em vista indícios de que o acesso aos dados tinham como finalidade a prática de golpes de natureza patrimonial.

A operação contou com apoio operacional das equipes da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Delegacia de Mirassol D’Oeste, Delegacia de Arenápolis, bem como da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Departamento de Polícia Especializada – DPE/PCMS, do SIG – Dourados e da 1ª delegacia de polícia de Dourados.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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