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Polícia Civil cumpre 61 mandados contra organização criminosa que usava veículos de locadoras para prática de crimes

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva), deflagrou na manhã desta quinta-feira (03.11) a Operação Novelo, para cumprimento de 61 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, contra uma organização criminosa envolvida em roubos, furtos e receptação de veículos automotores, além de crimes de estelionato e tráfico de drogas.

Os mandados, sendo cinco de prisão temporária, oito de busca e apreensão domiciliar e 48 de busca e apreensão de veículos, foram expedidos pela Sétima Vara Criminal de Cuiabá, com base em investigações da Derfva, coordenadas pelo delegado Diego Alex Martiminiano da Silva. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande e também no Distrito Federal e no estado de Goiás, para onde foram deslocadas equipes da Polícia Civil.

A operação tem como alvo uma organização criminosa que atua na prática de roubo de veículos e de cargas, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, estelionato (na modalidade conhecida como “Golpe do OLX”) e tráfico de drogas em Mato Grosso, e que utiliza dezenas de veículos locados no estado de Goiás para a prática dos crimes.

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Investigações
Nas investigações foram identificados o líder da organização criminosa e um homem que atuava como seu braço direito. Segundo apurado, o líder do grupo é sócio de uma empresa sediada em Rio Verde (GO), e utilizava a entidade para locar veículos de duas locadoras no mesmo estado, sendo uma em Goiânia e outra em Rio Verde.

Em posse dos veículos, o suspeito repassava os automóveis para o seu comparsa na atividade criminosa, que ficava com a função de arregimentar criminosos para a prática de roubo e adulteração de veículos, roubo de cargas bem como para a prática de tráfico de drogas.

Ainda nas investigações, foram identificados outros envolvidos, que recebiam os veículos e atuavam na prática de diversos crimes, utilizando os carros locados como veículo de apoio, sendo o provento do crime remetido aos líderes da organização criminosa.

Entre os crimes praticados, no dia 23 de janeiro, um dos suspeitos foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal em um veículo VW Gol, sendo apreendido no interior do automóvel meia tonelada de pasta base de cocaína. Na ocasião, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Jaraguari (MS) para as providências cabíveis.

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Fonte: PJC MT

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Polícia Civil transfere faccionada presa na Bolívia para Mato Grosso

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A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (20.10), o recambiamento de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, de Mato Grosso do Sul para o sistema penitenciário mato-grossense. 

A logística de retirada, escolta, transporte e entrega da custodiada será executada por uma equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) e conta com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Angeliquinha estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), para onde foi encaminhada após ser recapturada na Bolívia. A entrada dela na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, foi autorizada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Ao chegar à unidade prisional em Cuiabá, a custodiada foi entregue à administração penitenciária, responsável pelo recebimento e pela continuidade da custódia.

Captura internacional

Angeliquinha foi localizada e capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em ação integrada da Polícia Civil de Mato Grosso com a Polícia Boliviana. Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

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Após a captura pelas autoridades bolivianas, no dia 24 de setembro, ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para a unidade prisional feminina de Corumbá, onde permaneceu aguardando o recambiamento para Mato Grosso.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Apontada pelas investigações como uma das lideranças de uma facção criminosa, com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região, Angeliquinha é investigada por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas.

A investigada possui condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão e mandados de prisão expedidos em diferentes ações penais e investigações.

Regime Disciplinar Diferenciado

A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão de Angeliquinha no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada.

A medida foi determinada no âmbito de representação apresentada pela Polícia Civil, relacionada às investigações da Operação Showdown. Conforme a decisão judicial, os elementos reunidos apontam suspeitas de que a investigada teria continuado a exercer funções de liderança na organização criminosa mesmo durante o período em que permaneceu foragida no exterior.

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Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

O regime prevê condições especiais de custódia e restrições previstas na legislação, considerando os fundamentos apresentados no processo e a necessidade de segurança do sistema penitenciário.

Operação Showdown

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte às atividades criminosas ligadas à investigada e auxiliar na lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a apuração, empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência lícita a recursos provenientes das atividades criminosas.

A ação de recambiamento integra os procedimentos para o retorno da custodiada ao sistema penitenciário de Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
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