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Polícia Civil cumpre 54 ordens judiciais em operação de combate ao tráfico de drogas na região do Tijucal

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), deflagrou na manhã desta sexta-feira (13.01) a Operação Impetus Tijucal, para cumprimento de 54 ordens judiciais com alvo no combate ao tráfico de drogas na região.

Os mandados judiciais, sendo 18 de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão, foram decretados pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital (NIPO), tendo como base investigações e representações feitas pela DRE.

A primeira fase da operação Impetus Tijucal foi deflagrada em agosto de 2021 para cumprimento de 11 ordens judiciais, com objetivo inicial no enfrentamento ao tráfico de drogas na região, bem como para identificação de vínculos associativos entre os investigados. As diligências investigativas também tiveram lastro de inúmeras denúncias via 197.

Todo material arrecadado na primeira fase da operação e de denúncias foi analisado, sendo iniciadas novas investigações que revelaram o liame entre os investigados e uma facção criminosa local, com estruturas de arrecadação dos valores auferidos com o tráfico de drogas e outros crimes na região da grande Tijucal. Durante os trabalhos, foram identificados 36 pontos de difusão de drogas.

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Segundo a delegada titular da DRE, Juliana Chiquito Palhares, o conjunto probatório arrecadado na investigação foi submetido ao Poder Judiciário e após análise do Ministério Público, foram expedidas as ordens judiciais que são cumpridas na operação desta sexta-feira (13).

“Trata-se de ação qualificada da Polícia Civil que identificou lideranças e pontos de tráfico de drogas na região, contando com a participação ativa e efetiva da sociedade”, destacou a delegada.

A operação foi planejada com a efetiva integração das Forças de Segurança do Estado, contando com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Canil SOE, Politec e Polícia Militar.

Estão envolvidos no cumprimento das ordens judiciais cerca de 160 policiais civis entre delegados, escrivães e investigadores de Polícia ligados à Diretoria de Atividades Especiais e à Diretoria Metropolitana.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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