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Polícia Civil cumpre 35 mandados em operação de combate ao tráfico em Araputanga

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Araputanga, com o apoio da Delegacia Regional de Cáceres e de outras unidades policiais, deflagrou nesta quinta-feira (18.05), a segunda fase da Operação Hígia Fronteira, para o cumprimento de 35 ordens judiciais, sendo 16 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão, contra membros de uma associação criminosa que atua no tráfico de drogas na cidade e região.

A operação emprega 90 policiais civis, 25 viaturas e apoio de uma aeronave do Ciopaer, além de equipes das Diretorias do Interior, Metropolitana e de Atividades Especiais da Polícia Civil.

A investigação, presidida pelo delegado Fabrício Garcia Henriques, é desdobramento da primeira fase ocorrida no mês de março deste ano, que resultou na prisão de três traficantes e apreensão de farta quantidade de entorpecentes e no fechamento da principal “boca de fumo” da cidade.

“É a maior operação policial contra o tráfico de drogas da história do município e um duro golpe contra este grupo criminoso, decorrente de uma investigação complexa e baseada em provas técnicas, possibilitando não só a prisão, como a futura condenação destes indivíduos”, ressaltou o delegado de Araputanga.

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Participaram policiais da Delegacia de Araputanga, Delegacia Regional de Cáceres, Delegacia de Mirassol D`Oeste, Delegacia de São José dos Quatro Marcos, Delegacia de Porto Esperidião, Delegacia de Rio Branco, 1ª DP de Cáceres, DEDM de Cáceres, Defron, CanilFron, Delegacia Regional de Pontes e Lacerda, 1ª DP de Pontes e Lacerda, Delegacia de Vila Bela, Delegacia de Comodoro, Delegacia de Campos de Júlio, Delegacia de Jauru, Ciopaer, GOE e Diretoria Metropolitana.

Operação Hígia

O nome Hígia, que batizou as operações, segundo a mitologia grega, era a deusa da preservação da saúde, da limpeza e da sanidade mental. Nesse sentido, objetivou-se uma verdadeira “limpeza” e fechamento dos pontos de vendas de drogas, a prisão dos traficantes, a apreensão de entorpecentes e a interrupção do tráfico, restringindo a oferta a dependentes químicos, de modo a trazer alento às suas famílias e paz à sociedade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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