POLÍCIA
Polícia Civil cumpre 23 mandados para apurar arremessos de drogas e outros objetos em penitenciárias
POLÍCIA
Vinte e três ordens judiciais relacionadas a investigações de tráfico de drogas e associação para o tráfico em penitenciárias da região metropolitana são cumpridas pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (30.06), na Operação Tiradentes, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) e Sistema Prisional.
Na ação integrada, são cumpridas 10 ordens de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande e outros 13 mandados de busca e apreensão no interior das unidades prisionais.
As investigações em andamento na DRE têm foco em ações criminosas recentes envolvendo arremessos de drogas, celulares e outros objetos na Penitenciária Central do Estado (PCE) e Penitenciária Feminina.
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes recebeu nos últimos meses, uma grande demanda de denúncias e situações envolvendo condutas de tráfico de drogas e tentativas frequentes de lançamento de objetos e aparelhos celulares para o interior da Penitenciária Central do Estado, bem como da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto.
Muitas dessas ações foram constatadas pelas equipes de policiais penais em trabalho de rondas e fiscalização preventiva nos arredores daquelas unidades. Em algumas situações, foi possível a prisão de suspeitos envolvidos com o lançamento de pacotes de drogas por cima dos muros da penitenciária e até mesmo com a utilização de “drones”.
Na ocasião, os envolvidos foram autuados em flagrante e investigados em inquéritos policiais. Diante dos fatos, foram iniciadas as investigações com objetivo de apurar os responsáveis diretos e indiretos por essas ações, seus vínculos, bem como a existência de eventuais beneficiários específicos dentre os internos do sistema prisional.
As investigações demonstram que, a maioria dos lançamentos extramuro, estava direcionada a pátio relacionado a determinado raio junto a PCE, onde ficam presos considerados lideranças de organizações criminosas.
Com base nas apurações, a DRE deflagrou a Operação Tiradentes, com conjunto de ações e em atuações integradas, com policiais penais do GIR, da PCE. A operação conta com a participação de 60 policiais civis da DRE, Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e 20 policiais penais.
Durante a operação, também foi dado cumprimento ao mandado de prisão temporária em desfavor de uma detenta da Penitenciária Ana Maria do Couto May. A ordem judicial foi expedia pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Alta Floresta, nas investigações presididas pelo delegado. Thiago Berger
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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