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Polícia Civil cumpre 18 mandados judiciais contra agressores em Cuiabá e VG

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Dezoito mandados judiciais foram cumpridos pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (22.03). Na ação foram apreendidas quatro armas de fogo e diversas munições.
 

O trabalho faz parte da Operação Nacional Átria, que visa intensificar e fortalecer o enfrentamento aos crimes de violência doméstica contra a mulher, e contou com apoio da Delegacia Regional de Cuiabá.
 

As ordens decretadas pela Justiça, entre prisões preventivas e buscas e apreensões, foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande, tendo como alvos suspeitos investigados pela DEDM de Cuiabá.


 

Conforme a delegada titular da DEDM, Judá Marcondes, a ação tem como objetivo apreender armas, telefones celulares e prender preventivamente agressores por tentativa de feminicídio e por descumprimento de medidas.


 

Operação Átria

Planejada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Átria foi deflagrada em todo país no dia 1º de março, nas 27 unidades da federação.

Em Mato Grosso, a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, da Polícia Civil, é responsável pela organização das atividades da operação nas 15 regionais do estado, com a integração das unidades policiais.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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