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Polícia Civil conclui inquérito de homicídios tentado e consumado praticados contra a mesma vítima em Brasnorte

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Brasnorte (579 km a noroeste de Cuiabá), concluiu o inquérito policial instaurado para apurar as ocorrências de homicídio tentado e homicídio consumado praticados contra uma mesma vítima. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário na quinta-feira (07.12), com o indiciamento de quatro investigados, entre eles o mandante do crime.

A tentativa de homicídio e o homicídio consumado que vitimou, Albino Pinto, ocorreu no ano de 2020, com lapso de 60 dias entre os dois crimes. 

Entre os indiciados, três foram apontados como os executores e um como o mandante os crimes. Os investigados responderão por homicídio tentado, qualificado pela emboscada, art. 121, § 2°, inciso IV, c/c art. 14, inciso II; homicídio qualificado consumado, art.121, § 2°, inciso IV, com a causa de aumento de pena prevista no § 6 o , c/c art. 29; constituição de milícia privada, Art. 288-A, todos do Código Penal, além de porte ilegal de arma de fogo, art. 14 da Lei 10.826/2003.

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Nas investigações conduzidas pelo delegado Eric Fantin, foi apurado que os envolvidos tentaram contra a vida da vítima efetuando vários disparos de arma de fogo contra o seu veículo, porém não obtiveram êxito no crime por circunstâncias alheias às suas vontades. 

No entanto, cerca de 60 dias depois, no dia 21 de setembro, a vítima foi assassinada após ser atingida por três disparos de espingarda calibre 12. Na ocasião Albino estava em um espetinho e foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que efetuaram os disparos contra a vítima que caiu próxima de sua camionete.

Durante as diligências para apurar o crime, várias pessoas foram ouvidas. Em depoimento, o filho da vítima informou que aproximadamente 55 dias antes do assassinato, seu pai foi até uma chácara na cidade de Juara, quando o veículo que conduzia foi alvo de disparos de arma de fogo.

Durante o trabalho investigativo, foi possível identificar o mandante do crime e na sequência, foram identificados os outros três envolvidos nas execuções dos crimes de homicídio tentado e consumado, correlacionados.

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Com base na materialidade de provas e indícios, o delegado responsável pelas investigações, Eric Márcio Fantin, concluiu o inquérito policial  com o indiciamento dos quatro envolvidos.

Com a finalização, o inquérito policial foi encaminhado para o Poder Judiciário e Ministério Público, visando o andamento do processo criminal contra os indiciados.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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