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Polícia Civil atua em ações de combate à criminalidade em Chapada dos Guimarães e região

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), vem atuando fortemente no combate à criminalidade na cidade e em outros municípios da região, como Nova Brasilândia e Planalto da Serra.

Quatro mandados de busca e apreensão contra alvos que tiveram o envolvimento identificado com o tráfico de drogas foram cumpridos na sexta-feira (16), em mais uma fase da Operação PC Retomada, deflagrada em Chapada dos Guimarães. Entre os suspeitos, estava um traficante preso em flagrante na semana anterior, ocasião em que foi representado pela sua prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça.

Em outra ação de cumprimento de ordem judicial, os policiais civis da Chapada dos Guimarães foram até Nova Brasilândia para cumprir mandado de prisão preventiva contra um homem envolvido em diversos crimes patrimoniais ocorridos no município.

O mandado de prisão foi decretado pela Justiça após representação do delegado Ricardo Franco, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Chapada dos Guimarães, de dezenas de inquéritos policiais em que o suspeito configura como autor do crime.

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“A representação pela prisão preventiva foi pautada na ordem pública, em busca de trazer paz para a cidade, uma vez que o suspeito é um criminoso contumaz e toda vez que sai da cadeia, torna a praticar novos furtos, atormentando os moradores do município”, disse o delegado.

Em outro trabalho desenvolvido pela Delegacia de Chapada dos Guimarães, em parceria com a Polícia Militar foi deflagrada uma operação para garantir a Segurança Pública, durante quatro dias de festa em comemoração ao 32ª aniversário de Planalto da Serra.

Durante as festividades, a operação coordenada pela delegada Carla Evangelista Lindenberg Nogueira, promoveu ações de policiamento e segurança, contando com a presença da delegada, dois investigadores e um escrivão, além da equipe da Polícia Militar.

“Foi uma operação importante para região de Planalto da Serra e Nova Brasilândia, municípios que não possuem delegacias, e que ações como essa trazem a presença da Polícia Civil para a cidade”, disse a delegada.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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