POLÍCIA
Câmeras do Vigia Mais MT colaboram para prisão de suspeitos de homicídio e desmonte de central do tráfico em Sorriso
POLÍCIA
Uma operação policial desencadeada em Sorriso, na noite desta terça-feira (02.01), a partir de imagens de câmeras do Vigia Mais MT, prendeu seis suspeitos de integrar uma facção criminosa responsável pelo homicídio de um homem de 26 anos. O crime havia ocorrido na mesma data, horas antes, no bairro Rota do Sol.
Além das prisões, sendo cinco homens e uma mulher, as imagens colaboraram para a apreensão de duas armas de fogo que podem estar relacionadas à morte. Também auxiliaram os policiais a desmontar uma central de tráfico no bairro Europark, onde foram apreendidos dois tabletes de maconha, dezenas de porções de cocaína, joias, celulares, munições de armas de fogo e outros objetos que supostamente faziam parte das atividades criminosas do grupo.
A ação teve início minutos após a polícia atender a um chamado oriundo de uma residência no bairro Rota do Sol, onde havia ocorrido uma morte por uso de arma de fogo. A operação ostensiva de buscas aos supostos assassinos mobilizou diversas equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Força Tática e 12º Batalhão de Polícia Militar.
Com a ajuda das câmeras do Vigia Mais, programa público de videomonitoramento do Governo do Estado, e de equipamentos de vigilância do município, os policiais refizeram o trajeto do veículo suspeito de ter levado os criminosos até o local do homicídio.
Durante a análise dos lugares percorridos, uma câmera OCR (com capacidade para reconhecimento óptico de caracteres) do Vigia Mais apontou com nitidez a placa e outros detalhes do veículo usado no crime.
De acordo com o relatório da operação, o proprietário do veículo, um homem de 42 anos, declarou que trabalha como motorista de aplicativo e confessou ter feito uma corrida até a casa onde ocorreu o crime. Ele está entre os detidos, porque também admitiu que vinha fazendo corridas com o grupo desde a véspera do Natal.
Foi no endereço onde começou a corrida, no bairro Europark, que a PM descobriu que funcionava a central de tráfico de drogas. Todos os suspeitos presos e os produtos apreendidos foram encaminhados à delegacia para que as investigações sobre o crime de homicídio, tráfico, entre outras medidas legais, possam prosseguir.
Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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